Melhores características físicas de um cara

Faça uma ficha de personagem para criar um personagem completo. É necessário saber tudo sobre os personagens principais e, por essa razão, uma ficha de personagem será a melhor a forma de elaborar um bom personagem. Coloque tudo que for possível: descrições físicas, passado, profissão, interesses, medos, passatempos, etc. Você pode criar a sua própria ficha ou usar uma planilha ... Acho que os itens 2 e 5 e 9 são os melhores pra se aproximar de uma mulher. Não só o item 5 mas todos os outros são características de um homem que as mulheres mais procuram. Oque não quer dizer que ter todas estas características bastam pra fazer uma mulher se interessar ou se apaixonar por vc. Seja para fazer um retrato falado na polícia ou para descrever um conhecido a um amigo, é importante incluir os aspectos principais e as características únicas da pessoa. Porém, se for para dar cara a um personagem de um conto ou romance, também é importante reservar alguns detalhes para a imaginação do leitor, sem deixar de fornecer ... O buldogue francês ou “Frenchie”, é um cachorro de pequeno porte e com pelagem curta. É um animal bastante procurado devido a sua aparência e também temperamento.Tem um jeito brincalhão e é bastante silencioso, sendo uma raça tranquila e muito companheira. Conheça aqui neste artigo a origem do buldogue francês, suas características, personalidade e comportamento. Uma série de pesquisas feitas por Yanina Willis e Alexander Todorov, psicólogos da famosa Universidade de Princeton, nos EUA, comprovou que precisamos de apenas de 1/10 fração de segundo para formar opinião sobre alguém. E isso apenas olhando para o seu rosto. Mas as mulheres geralmente não costumam se fixar somente nisso e, nesse lapso, também conseguem avaliar o corpo, o penteado e ... Um homem de qualidade saberá perceber o seu valor através dessas 3 características não físicas e assim você se tornará irresistivelmente atraente para ele. Dica da Danielle: Se você deseja aprender como fazer a sua maquiagem profissional em casa , recomendo que você confira esse vídeo: Nessa era moderna de tecnologia e redes sociais, o namoro online é uma das melhores formas… e também piores… de se conseguir um encontro. Enquanto o OkCupid, Tinder, e outras plataformas online estiverem disponíveis, muitas pessoas tentarão descobrir a melhor maneira de explorar todo o seu potencial na hora de atrair um parceiro.

11 Esportes com cavalos para conhecer e se encantar

2020.09.23 17:23 Vedovati_Pisos 11 Esportes com cavalos para conhecer e se encantar

Você conhece um ou mais esportes com cavalos?

O cavalo é uma espécie de animal amiga e companheira do homem desde os primeiros passos da humanidade e da civilização.

Sua docilidade, inteligência e versatilidade, permitiram que esses animais pudessem ser empregados em diversas atividades. Geralmente relacionadas ao trabalho, como o transporte de cargas e pessoas.

Afinal, estamos falando de animais fortes e com boa resistência para o trabalho.

No entanto, os cavalos também são empregados em atividades voltadas ao lazer e ao esporte. Neles, os cavalos são animais que costumam dar um verdadeiro show com sua inteligência e capacidade física.

Neste artigo, reunimos 11 esportes com cavalos que vale muito a pena conhecer, se encantar… E por que não, praticar algum desses esportes equestres, não é mesmo?

Sem mais delongas, vamos começar.

1# Doma Clássica: sutileza e elegância nos esportes com cavalos
Vamos começar a nossa lista de esportes equestres com a Doma Clássica.

Também conhecida por “adestramento” ou “dressage”, a doma clássica é um dos mais elegantes esportes com cavalos. Ela faz parte das modalidades de esportes de equitação que fazem parte dos Jogos Olímpicos.

Nas Olimpíadas, esta é uma das modalidades mais exigentes, tanto para cavalos quanto para seus domadores. E nas apresentações qualquer falha ou deslize é punido com a perda de pontos preciosos.

A doma clássica é o esporte equestre que tem como principal objetivo a exaltação da majestade do animal. O eixo principal deste esporte são a força, habilidade e a beleza do cavalo. E o objetivo principal do esporte é de que o cavalo consiga responder perfeitamente aos comandos do jóquei.

As provas presentes na modalidade da doma clássica devem ser executadas com estrita harmonia e equilíbrio. Que só podem ser alcançados quando existe uma grande sintonia entre o animal e seu jóquei.

Nas apresentações deste deste esporte equestre é esperado que o cavalo seja capaz de demonstrar serenidade e imponência.

O cavalo deve conseguir executar perfeitamente movimentos como piaffe, passage, pirueta e caprioli. Esses são os parâmetros introdutórios da prática de equitação formam a base para a prática e competição na doma clássica.

Essa modalidade é tida como uma das mais elegantes e nobres entre os esportes com cavalos. É extremamente charmosa e bonita de se ver, especialmente para qualquer um que ame cavalos.

2# Corrida a Galope: um dos mais tradicionais esportes equestres
A Corrida a Galope é um dos esportes com cavalos mais tradicionais que existe. Ele é intenso, e gera muita adrenalina para quem assiste uma corrida, e mais para quem participa de uma.

Também conhecida como turfe ou corrida hípica, a corrida a galope é um dos esportes equestres mais antigos que se tem registro. Ela é praticada desde a época da Grécia Antiga, o que dá uma dimensão do apreço que a civilização tem por esse esporte com cavalos.

Hoje em dia, a forma do esporte mais popular é o turfe, praticado conforme sua origem na Inglaterra durante o século XVII. Até mesmo o termo turfe vem de “Turf”, que era a palavra usada para designar as corridas de cavalo na Inglaterra.

Nesta modalidade de esporte equestre é comum que os espectadores das corridas possam apostar em seu cavalo favorito.

Na corrida a galope os competidores conjuntos formados por um cavalo e um cavaleiro ou “jóquei”. A competição se dá em pistas preparadas especialmente, em hipódromos.

Os competidores do turfe saem ao mesmo tempo de um único ponto da pista e vence quem completar o percurso em menos tempo. Os percursos variam entre provas de cancha reta com 400 metros, até 4000 metros.

E neste caso de provas com percursos maiores as corridas são denominadas de Grandes Prêmios.

No entanto, atualmente as distâncias mais frequentes nos percursos de corridas são 1000 metros, 1600 metros e 2400 metros.

Os cavalos das raças Puro Sangue e Quarto de Milha são os mais recomendados para a prática deste esporte equestre.

3# Polo com Cavalos: equinos e o seu “futebol”
O Polo é o único do esportes com cavalos que, em alguns aspectos, até lembra o futebol.

O esporte é praticado com duas equipes com quatro cavalos montados cada, dois atacantes, um meio-campo e um defensor. O objetivo é marcar gols por meio de guiar uma bola, feita de madeira ou plástico, até a baliza usando tacos de bambu da Índia.

As partidas de polo equestre duram, geralmente, menos de uma hora para terminar. Ela é dividida em períodos conhecidos como Chukkas, que duram cerca de 7 minutos e meio. A equipe vencedora num jogo de polo equestre é a que tiver marcado mais gols ao fim do último chukka.

Os jogadores precisam trocar de baliza a cada gol marcado, para evitar que condições geográficas possam favorecer um time em específico. Os cavalos precisam ser trocados a cada um dos chukkas, e cada cavalo só pode ser utilizado duas vezes por jogo.

Além disso, o polo equestre possui outras regras e requisitos, como a altura do cavalo por exemplo.

Existe certa dúvida quanto a origem deste esporte com cavalos. Muitos acreditam que o esporte surgiu na Índia, por meio de uma prática similar que tinha a finalidade de caçar pequenos roedores.

Outros já acreditam que o esporte como conhecemos hoje surgiu na China, séculos antes de Cristo.

Existem algumas raças de cavalos que são preferidas pelos praticantes de polo equestre. Entre essas raças estão o quarto de milha, mangalarga, sangue puro inglês e o cavalo crioulo.

O polo equestre é um dos esportes com cavalos mais divertidos. Se possível, vale muito a pena praticá-lo.

4# Volteio: elegância, equilíbrio e confiança entre cavalo e cavaleiro
O quarto da nossa lista de esportes equestres é o Volteio. Foi um esporte que surgiu durante os tempos de guerras, onde os cavaleiros precisavam subir e descer de seus cavalos com rapidez.

Com o tempo e a repetição destes movimentos, os cavaleiros ganhavam precisão e suavidade para descer e montar no cavalo. Muitos creditam as suas origens a Europa na Idade Média, pois atualmente o esporte é muito forte na França e Alemanha.

De acordo com a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), o volteio é uma modalidade esportiva equestre de técnica e equilíbrio. No volteio artístico, como também é conhecido, a estética e a harmonia entre animal e montador são características muito valorizadas.

Neste esporte, o volteador (quem monta o cavalo) precisa executar acrobacias em cima do lombo do animal. O que já seria uma tarefa complicada com o cavalo parado, mas neste esporte as acrobacias devem ser realizadas enquanto o cavalo galopa.

No Brasil, as categorias do volteio A, B, C e D seguem integralmente o regulamento internacional.

Porém, ainda existem mais duas categorias aceitas pela CBH, a categoria E e categoria F. Essas duas categorias extras contemplam, nas apresentações, exercícios e acrobacias mais simples de série obrigatória.

De acordo com a CBH, a razão para essas duas categorias serem aceitas é a de fomentar o esporte em todo o país com mais facilidade.

Não existe uma recomendação específica de raças de cavalos para a prática do volteio. No entanto, é recomendado que os cavalos escolhidos sejam altos, fortes e calmos.

Além dessas recomendações, também é importante que o cavalo e o volteador tenham um bom vínculo. É preciso que haja muita confiança e respeito entre o animal e a pessoa que vai montá-lo.

5# Enduro Equestre: velocidade, força e resistência
O quinto dos esportes com cavalos que trazemos hoje para você é o Enduro Equestre ou Raid.

O Enduro Equestre foi inspirado no serviço de correios dos Estados Unidos da segunda metade do século XIX, quando as entregas ainda eram feitas a cavalo.

No Brasil, a primeira competição de Enduro Equestre aconteceu em 1989, no município de Tremembé em São Paulo. No ano seguinte, o enduro foi oficializado como esporte equestre pela CBH.

De forma geral, o enduro consiste em uma corrida entre cavalos de média ou longa distância. O percurso dessa corrida pode variar entre 35 a 160 quilômetros, o que torna competições rápidas impossíveis.

As competições ocorrem entre conjuntos formados por um cavaleiro ou amazona e um cavalo ou égua. Nenhum dos membros de um conjunto podem ser trocados durante uma competição.

O enduro também é um dos esportes com cavalos que conta com modalidades diferentes. Essas modalidades são definidas segundo a velocidade praticada, que pode ser livre ou controlada.

Na modalidade livre do enduro, a luta dos competidores é contra o relógio sempre. Vence o conjunto de competidores que chegar na frente dos demais. No entanto, é importante pontuar que há pausas na competição (vet-checks) que devem ser respeitadas.

Essas pausas são usadas para descanso e verificação das condições físicas do cavalo.

Quando a corrida é controlada, estipula-se um tempo limite para a conclusão do percurso. E vence aquele que completá-lo primeiro, ou o que chegar mais perto de concluir ele ao fim do tempo.

Conforme o regulamento do FEI, cada conjunto competidor deve ter acesso ao mapa da trilha e da localização de todas as paradas obrigatórias.

Os cavalos mais indicados para a prática do enduro equestre são os da raça Puro Sangue Árabe (PSA).

6# Vaquejada: o mais brasileiro dos esportes com cavalos
A vaquejada é com certeza um dos esportes com cavalos que mais tem a cara do brasileiro. Ela é extremamente conhecida em todo o país, principalmente na região nordeste.

Este esporte movimenta o mercado onde os eventos ocorrem, gerando emprego e renda. Bem como movimenta o mercado de compra e venda de cavalos, suplementos e rações.

As vaquejadas são vistas como uma tradição cultural nordestina, o que de fato são. Afinal, elas surgiram a partir das conhecidas pegas de gado no meio do mato da região nordeste brasileira.

O gado era marcado e solto no mato, e então os vaqueiros perseguiam os animais a fim de reuni-los no meio do mato.

Muita gente a acreditar que elas só ocorrem na região, o que não é verdade. Atualmente, a vaquejada é um esporte equestre que já conta com todo um circuito nacional.

Para a prática do esporte atual é necessário dois vaqueiros, chamados de puxador e esteireiro. O boi é solto para correr na pista e ambos os vaqueiros devem acompanhar o animal.

O puxador é o vaqueiro que deve derrubar o boi no chão. Já o esteireiro fica responsável por encurralar o boi entre os dois cavalos e numa altura que ajude o puxador a derrubar o boi.

Depois de derrubarem o boi, ambos os vaqueiros precisam conduzir o animal e derrubá-lo novamente em um local indicado.

A vaquejada ainda é vítima de muitas críticas e preconceito, pois muitos acreditam ser um esporte que maltrata animais. No entanto, a ABVAQ (Associação Brasileira de Vaquejada) vigia a prática e estabelece regras para garantir o bem-estar e saúde dos animais envolvidos no esporte. Uma dessas regras é a proibição do uso de objetos cortantes na prática do esporte, como as esporas.

7# Jogo de Piquetas: velocidade, precisão e destreza com armas
O jogo de piquetas é um dos esportes equestres com origens muito antigas, medievais no mínimo. Ele é praticado em todo mundo com algumas diferenças pontuais, e é reconhecido pela Federação Equestre Internacional (FEI).

Esse é um dos esportes com cavalos que mais exige precisão e destreza de seus participantes.

O cavaleiro utiliza uma espada ou lança enquanto monta o cavalo. E com o objeto que estiver segurando ele deve conseguir recolher alguns objetos colocados no chão a certa distância.

Esses objetos são bem pequenos, como um anel ou uma fatia de limão por exemplo. O que exige uma boa visão e precisão do cavaleiro.

O jogo de piquetes costuma ser jogado em competições com dois conjuntos de cavaleiro ou amazona e seu cavalo. Eles disparam de um mesmo ponto munido de suas armas e ganha o que chegar primeiro no local do objeto e conseguir pegá-lo.

Em algumas variações do esporte, se colocam os objetos são colocados suspensos entre 1,5 a 2,5 metros.

8# Salto: um dos mais refinados e exigentes esportes com cavalos
O salto é dos esportes mais exigentes e ao mesmo tempo divertidos de todo o hipismo.

Nele, o conjunto formado entre cavaleiro ou amazona e cavalo devem percorrer todo o percurso no menor tempo possível. Ou pelo menos o mais próximo possível do tempo ideal estabelecido para a competição.

Mas isso não é tudo, o conjunto deve transpor uma série de obstáculos ao longo de uma pista feita de grama ou areia.

Ao todo, o conjunto deve transpor um total de 10 a 15 obstáculos. Esses obstáculos são:

• Cerca
• Quádruplo
• Tríplice
• Duplo
• Muro
• Oxer
• Triplo
• Cerca
• Fosso de Água
• Paralelas
Os obstáculos ficam ordenados em uma pista que varia entre 700 a 900 metros de percurso. Já a sua altura varia entre 0,40m até 1,65m dependendo da categoria da competição.

Para determinar o tempo ideal para a prova é feito um cálculo que usa a extensão do percurso em metros dividido pela velocidade da prova e multiplicado por 0,95.

O Salto faz parte dos esportes com cavalos presente nas Olímpiadas. Ele exige o máximo de perfeição possível do competidor, mas ao mesmo tempo é divertido.

9# Prova de Três Tambores: um esporte de precisão e explosão
A Prova de Três Tambores é outro dos esportes com cavalos mais emocionantes existentes. Ele requer animais fortes e rápidos e cavaleiros ou amazonas precisos e intensos.

Na Prova de Três Tambores o conjunto formado por cavalo e cavaleiro ou amazona devem realizar um percurso no menor tempo possível. Neste percurso estão dispostos três tambores de forma triangular.

O percurso começa com uma partida em alta velocidade, onde o tempo inicia quando o focinho do cavalo cruza a fotocélula. O conjunto percorre cerca 18 metros até chegar no primeiro tambor, onde devem contornar o tambor perfazendo um ângulo de 360°.

Então, o conjunto precisa contornar os outros dois tambores e encerrar a prova se dirigindo para o ponto de chegada.

A Prova de Três Tambores é uma competição de velocidade, mas que exige precisão. O conjunto não pode derrubar tambores ao contorná-los, pois são acrescidos ao tempo final 5 segundos para cada tambor derrubado.

10# Seis Balizas: agilidade e coordenação entre cavalo e cavaleiro
O próximo dos esportes com cavalos da nossa lista de hoje é a Prova de Seis Balizas. Uma modalidade onde agilidade, velocidade e coordenação entre cavalo e cavaleiro ou amazona são fundamentais.

Como a prova de três tambores, nas competições da prova de Seis Balizas vence quem completar o percurso em menos tempo.

O percurso da prova consiste em seis balizas sequencialmente colocadas, distantes 6,5 metros uma da outra.

Cavalo e cavaleiro (amazona) devem partir em linha reta até a primeira das seis balizas. Ao chegar nela, o conjunto deve contornar a primeira baliza e passar a costurar, em alta velocidade, cada uma delas.

Ao chegar na última baliza o conjunto deve voltar em alta velocidade costurando novamente entre as balizas até a primeira. Então, o conjunto finaliza a prova voltando para o ponto de chegada em uma linha reta paralela ao ponto de partida.

O tempo final é definido quando o focinho do cavalo cruza a fotocélula do ponto de chegada. Caso uma ou mais balizas sejam derrubadas, somam-se 5 segundos ao tempo final por cada baliza derrubada.

Esse é um esporte muito emocionante e que qualquer pessoa pode praticar, mesmo que apenas pela diversão.

11# Cavalgada: o mais simples e divertidos dos esportes com cavalos
Pra finalizar nossa lista com 11 esportes equestres temos a tradicional cavalgada. Considerada como um dos esportes com cavalos mais simples, divertidos e acessíveis a todos. Embora ela também possa ser realizada por razões cívicas, religiosas, lazer, etc.

A cavalga consiste no ato do cavaleiro ou amazona montar num equino e realizar um passeio. Esse passeio não possui qualquer medida de percurso obrigatória, e pode ser feito em marcha, trote ou galope.

A cavalgada é considerada o esporte com cavalo mais acessível pois qualquer pessoa pode praticar. Você não precisa ser um atleta, nem ter um cavalo altamente treinado, para participar de uma cavalgada.

Na verdade, você não precisa nem mesmo ter um cavalo no seu nome. Só precisa visitar um local onde possa montar em um e passear. O que é muito fácil, pois existem diversos Hotéis Fazenda e agências de esportes de aventura que oferecem passeios em todo o Brasil.

Os locais onde se pode cavalgar variam infinitamente. É possível fazer cavalgadas por estradas de terra, em fazendas, florestas, etc. Simplesmente não existem limitações dos locais e belas vistas que você pode apreciar em uma cavalgada.

As cavalgadas tem uma característica muito interessante que não é encontrada na maioria dos esportes com cavalos. Este esporte ajuda a promover a interação familiar, pois passeios com toda família não são apenas possíveis, como incentivados.

Na cavalgada temos as comitivas, passeios à cavalo que podem chegar a milhares de pessoas. Elas são marcadas por um espírito coletivo muito forte, e são muito divertidas para quem ama cavalos e exploração de novos lugares..

Origens da Cavalgada e qual o melhor cavalo para o esporte
As origens da cavalgada estão imediatamente ligadas a domesticação dos cavalos existentes. Ela ocorreu assim por toda a África, Europa e principalmente no Oriente Médio.

No Brasil, a cavalgada ganhou seus primeiros registros durante a época da ocupação de territórios nos séculos 17 e 18.

Este esporte não exige cavalos atléticos, extremamente preparados. No entanto, a raça Mangalarga Marchador é considerada a mais eficiente para a prática deste esporte. Outras raças que ganham a preferência de cavaleiros e amazonas para as cavalgadas são a Quarto de Milha e Marchadores.

Dentre todos os esportes com cavalos a cavalgada é o mais fácil e acessível, e é capaz de proporcionar experiências maravilhosas. Qualquer pessoa que considere praticar um esporte equestre deve ao menos experimentá-la.

Agora, independente de qual dos 11 esportes com cavalos você decida praticar, saiba que o seu cavalo precisa estar com a saúde em dia. Só assim ele poderá ter a melhor performance possível.

E você pode aprender 7 dicas para manter seu cavalo sempre saudável na nossa matéria abaixo.

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2020.09.20 01:27 e1l1even Reflexão sobre plantel - Após falhanço na Champions e goleada na Liga NOS

Há 1 mês, postaram um debate sobre as mudanças que o plantel iria necessitarealizar e eu dei a minha opinião.
Após o falhanço na liga dos campeões, a goleada na 1a jornada do campeonato, e tendo em conta que aparentemente contrataremos apenas um defesa central, podemos tirar pequenas conclusões em relação ao plantel e gostava de saber a vossa opinião.
Há 1 mês, conclui que seria fulcral reforçar a equipa com um defesa-direito, um central (pelo menos) e um 2º avançado. Estou contente de ver que temos soluções para essas posições e ainda acrescentarmos qualidade noutras posições.

Parece-me que a contratação do Gilberto foi uma tentativa do JJ fazer o seu milagre de trazer um jogador e torná-lo craque mas, aparentemente, não será esse o caso.
Fiquei contente por ele referir (flash-interview pós jogo vs. Famalicão) que o Diogo Gonçalves poderá ser aposta para a posição. É um jogador que dá tudo em campo, tem qualidade técnica e parece-me que está nas mãos do treinador ideal para aprender. Desde que ele tenha vontade para isso, poderá tornar-se num excelente ala completo.
Rúben Dias é dono e senhor desta posição, irá evoluir (ainda mais) certamente esta época.
Jan Vertonghen é um jogador com vasta experiência e que joga ao mais alto nível há mais de 10 anos, parece-me completamente exagerada algumas opiniões que li sobre ele após o jogo do PAOK. Atribuir culpas no golo sofrido é exagerado.
Nuno Tavares surpreendeu-me bastante na pré-época, e na minha opinião pessoal, provou que poderá fazer parte deste plantel e ser um bom plano B.

Rafa tem jogado nesta posição e parece-me que não é a posição em que rende mais. Tem dificuldades tremendas em definir a ultima ação. Mas poderá ser bastante útil em vários jogos e dependendo do adversário mas ainda lhe falta dar o clique nesse último passe/finalização.
Continuo com a mesma opinião sobre o Pizzi. É um jogador que simplesmente não encaixa no modelo do JJ, com uma baixíssima intensidade sem bola (assistimos no jogo vs. PAOK e nos minutos finais vs. Famalicão). Tendo em conta a personalidade e influência no balneário, terá que jogar e será útil contra equipas do nosso campeonato (de resto, como tem demonstrado no passado, brilha contra pequenos e raramente faz boas exibições em jogos grandes, e quando digo jogos grandes, não falo apenas de jogos da Champions ou contra os "grandes" de Portugal, basta jogar contra equipas com boa organização e qualidade individual razoável e demonstra grandes dificuldades). Poderemos assistir a uma mudança de intensidade (exigida pelo JJ) mas dúvido. Mas tal como disse, jogador bastante útil vs. equipas "pequenas".
Gabriel se conseguir corrigir a insistência em fazer passes longos errados e as perdas de bola infantis que demonstrou no passado, parece-me que tem as características para jogar na posição 6 do modelo do JJ e que o treinador aprecia.
Por outro lado, continuo a achar que o Weigl demonstra qualidades fabulosas, principalmente na fase de construção, as capacidades físicas podem ser alvo de crítica mas demonstra estar sempre muito bem posicionado, sempre com uma excelente leitura de jogo em todas as fases do jogo, não só na de construção.
A dupla Taarabt + Weigl tem tudo para ser uma excelente dupla neste meio campo, principalmente com a bola em nosso poder. O marroquino é um jogador completamente diferente de todos os médios que temos no plantel, com bola é fenomenal e inventa (no bom sentido) muitos lances de ataque SOZINHO. Sem bola, principalmente na transição defensiva, apresenta muitos problemas a nível de posicionamento e recuperação defensiva, e então quando chega a altura dos +70 min, deixa sempre o Weigl (neste caso) completamente isolado no meio campo.
Espero que o JJ consiga encontrar a solução para este problema. Não me parece que temos alguém indicado para rodar com o Taarabt. (Uma explosão do Paulo Bernardo ou até mesmo do Ronaldo Camará seria bem vinda mas muito pouco provável)
Rafa será o 2o na hierarquia para esta posição.

Pizzi estará em 2o na hierarquia mas tal como referi, não me parece que encaixe na filosofia do JJ, veremos com o passar do tempo.
Rafa e Pedrinho também poderão fazer esta posição.
Gonçalo Ramos a continuar assim também será dificil ignorá-lo. (5 golos nos 2 primeiros jogos oficiais da equipa B, melhor marcadoMVP da youth league 2019/2020 e ainda se ter estreado na época passada na equipa principal com 2 golos são estatísticas arrasadoras).

CONCLUSÃO:
Alguns jogadores que não mencionei aparentemente já têm saída programada e outros poderão estar pelo mesmo caminho.
A longo prazo parece-me que teremos uma excelente equipa e a hierarquia da equipa, por posição, irá começar a caminhar e a moldar-se da seguinte forma:
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2020.07.03 17:54 littlefran Recebi entrega das Americanas ontem e o entregador começou a me mandar SMS de cantada

O meu aspirador de pó quebrou então eu acabei tendo que encomendar um novo online, chegou ontem aqui em casa. O cara que fez a entrega ligou pro meu telefone ao invés de discar o interfone aqui do meu prédio. Estranho, mas tá, já aconteceu outras vezes.
Desci pra pegar a encomenda já que tava no meu nome, o cara ficou tentando puxar conversa sobre como a portaria do prédio estava aberta (estavam realizando mudança em outro apê na mesma hora) e eu falei "é, tão fazendo mudança, normal né", desconversei, assinei a entrega e comecei a voltar.
Enquanto eu estava entrando no prédio, eu ouvi uma buzina. Achei que não era nada, mas agora tenho certeza que era o cara.
Voltei pra casa, eu e meu noivo começamos a desempacotar, quando meu celular começa a dar notificação de SMS. Era o mesmo número de celular que tinha ligado antes pra avisar que a entrega tinha chego.
"Sorry but your the best delivery today" (sim, inglês meio quebrado mesmo)
Eu mandei um "?"
"Desculpas mas você foi a melhor entrega de hoje"
Eu imediatamente bloqueei o número do cara. Não tive coragem de responder. Gelei. Afinal, esse completo estranho tem o meu nome, endereço e número de celular.
Desde então eu entrei em contato com o RH das Americanas e reportei isso, infelizmente não tinha o nome do cara, só o número e características físicas, e eu tô muito mal com isso desde então. Tá um frio do cacete aqui no RS então eu não estava vestindo nada revelador - Blusão com capuz cobrindo a cabeça, calça, pantufa, obviamente de máscara.
Eu tô exagerando de me sentir insegura pra caralho dentro da minha própria casa? Desde então não tive outros contatos como Whatsapp (não sei se bloquear número bloqueia Whats também) ou tentativas de chegar pelo Facebook, mas eu tô com um medo da porra :/
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2020.06.07 22:41 pedrojonathan Curse of Zeus

Ano de 2010 - 6 de junho. As 8 horas da manhã.
Meu nome é Stewart, tenho 16 anos e estudo período integral, ou seja, passo o dia todo na escola, apesar de eu parecer um garoto normal eu não sou muito social, tenho apenas um amigo... O nome dele é Davi, ele é meu amigo desde a primeira série, nós não fomos sempre amigos... Por exemplo quando a gente nos conhecemos a gente se odiava, porquê um era sempre melhor que o outro em uma ou outra coisa... Mas certo dia na primeira série a gente começou conversar e acabamos virando amigos... E hoje somos os melhores amigos (até pq não temos mais amigos).
Eu e ele sempre acaba fazendo besteira, e sempre sobra para os nossos pais, no meu caso sobra pra minha mãe e no caso ele sobra pro pai dele.
Mas com o tempo a gente deve aprender a ser mais maduro não é mesmo?... Era pra ser, mas parece que quando a gente tá junto a gente só dá besteira...
Independente de qualquer coisa, nada no mundo separa a gente, sem contar que eu e ele trabalhamos junto hoje em dia, somos funcionário de uma lanchonete, porém a gente só trabalha das 6 da tarde até às 11:00 da noite.
Como somos jovens de apenas 16 anos tá é muito bom ter um trabalho e ainda estudar considerando que a maioria dos garotos da nossa idade está entrando na vida do crime e drogas...
Dia 7 de junho
Hoje tem duas aulas de educação física na escola e sempre que tem essas aulas eu e o Davi faz uma competição pra ver quem corre mais rápido e chega no outro lado da quadra primeiro... Geralmente ele sempre ganha, só ganhei hoje dele porquê ele veio pra escola passando mal por causa de um arranhão de animal na perna dele, que por sinal ele não deixou eu ver. Eu nunca entendi como um garoto de 16 anos poderia correr tão rápido, ele parecia uma máquina, mas ele sempre foi daquele jeito dele... De sempre superar as expectativas dos outros.
Hoje quando a gente tava correndo na educação física ele caiu no chão e deu um grito MUITO ALTO, parecendo que tava doendo muito, o professor mandou eu ir pegar um copo de água, quando eu chego na quadra de volta tem uma garota muito linda segurando a mão dele, parece que tava cuidando dele... Depois dele ter descansado, ele voltou pra aula e ficou super calmo o resto do dia, mas aquela garota não saia da minha cabeça... Ninguém tinha dado muita moral pra ele só eu o professor e ela, por que ela faria diferente de todos os alunos e iria ajudar ele?... Detalhe que ela não era da nossa turma e eu nunca mais vi ela na escola.
Mesmo dia as 17:00 horas
Bom... Depois desse dia cansativo na escola eu e o Davi combinamos de mim ir dormir na casa dele hoje, eu tava pensando de que se ele precisasse de ajuda por causa do machucado eu poderia ajudar ele. A gente ficou jogando vídeo game até tarde e fomos dormir lá pras 1 da manhã. Eu nunca tive dificuldade pra dormir, na verdade eu durmo muito fácil e meu sono é muito pesado. No meio da madrugada acordei no susto com um barulho e vi que o Davi não tava no quarto, pensei que ele só tinha ido tomar uma água ou teria ido ao banheiro.
Dia 8 de junho - 6:30 da manhã
Eu nunca acordei tão cedo sem despertador quanto nesse dia... Eu levantei meio cansado e fui ao banheiro, quando eu saí do banheiro eu dei uma boa olhada na casa inteira e ele não tava em casa, nem ele nem o pai dele, então eu fui ligar pra ele e o celular dele tava em casa... Essa foi a primeira vez que o Davi agiu tão estranho, ele nunca tinha feito algo assim... O pai dele chegou em casa por volta de umas 8 da manhã e disse que ele tinha saído pra "resolver um negócio"... Ele disse que de noite ouviu um barulho e saiu para ver o que era, na hora eu lembrei que também tinha ouvido, ele disse que alguém tinha saído pela janela no quarto do Davi e quando foi lá ver só estava eu no quarto, ou seja, o Davi por algum motivo saiu sem falar nada, sem deixar qualquer rastro, e sem ter qualquer meio de comunicação comigo e com o pai dele. O pai dele não tava ligando muito porquê parece que o "Davi sabia se cuidar"... Conhecendo o Davi eu nunca ficaria tranquilo numa situação dessas... Eu esperei muito tempo, já era umas 5 da tarde e o Davi não apareceu, eu resolvi ir atrás dele porquê já tava me preocupando...
Mesmo dia ---- 10 da noite.
Eu procurei ele em todos os lugares que ele ia quando tava triste ou com raiva... Menos em um lugar, um riacho que quas ninguém ia, sinceramente não sei o porquê, lá é muito bom só que é muito calmo também. Já tava muito tarde e o pai dele ainda tava super de boa com isso. Eu não, eu tava cada vez mais preocupado, quando eu finalmente achei ele, ele tava no riacho que a gente ia de vez em quando... Adivinha quem tava com ele? A mesma garota da quadra, aquela garota que cuidou dele quando ele tinha caído na quadra. Fiquei muito bolado de saber que ele saiu sem falar nada pra ir encontrar uma garota, mas não atrapalhei ele... Porque de fosse eu no lugar dele não ia querer que me atrapalhasem também. Voltei pra casa e avisei pro pai dele onde ele tava. Fui dormir na casa dele pq a gente tinha combinado de mim passar o final de semana na casa dele, quando eu tava jogando vídeo game sozinho eu ouvi um barulho atrás de mim e tomei um susto muito grande, era ele entrando pela janela. Ele caiu na gargalhada com o meu susto, eu fui perguntar pra ele onde ele tinha ido... Ele falou que só foi esfriar a cabeça. Ele ficou dando um monte de desculpas mas não me contou que estava no riacho com a garota. Eu até pensei que ele tinha ficado assim por causa da morte do avô dele, devia estar mal com isso... Mas ele nunca tinha feito nada parecido e não tinha porquê não me dizer.
Dia 10 de julho - as 13:45
O Davi tá estranho desde o dia que ele caiu na quadra, eu já deixei essa história de lado, ele anda muito cansado, parecendo que não dorme a dias, mas ao mesmo tempo ele anda muito desconfiado de mim. Nunca escondi nada dele e ele vem com essa desconfiança. Aquela noite que vi ele no riacho com aquela garota não sai da minha cabeça, eu pensei que ele só tinha saído pra ficar com ela ou algo assim. Eu resolvi ir pra lá de dia após a aula e ir ver se achava algo... Talvez se eu ir lá não encontre nada mas se tiver alguma coisa eu tenho que descobrir o porquê dele ter feito aquilo.
Mesmo dia 11:20 da noite
Fiquei procurando tanto tempo que já tinha escurecido e eu ainda não tinha achado nada, já tinha desistido de procurar. Quando eu tava indo embora eu vi o Davi chegando no riacho, ele e novamente a mesma garota. Ao invés de mim ir embora e deixar os dois a sós eu fiquei lá escondido e calado. Mas aquela garota sabia que eu tava lá porquê ela falou pra ele ir embora. Ele saiu correndo pra algum lugar, fui atrás dele correndo também porque já não me importava se a garota sabia que eu tava lá ou não. Eu tava seguindo ele e do nada ele parou em um canto perto de árvores e começou a gritar pra mim ir embora, falando que se eu não fosse ele ia me machucar. Eu já não tava entendendo nada porque nunca tinha feito nada que ele nunca gostava e nunca tinha vacilado com ele. Ele falou pra mim ir embora só 3 vezes, eu tava dizendo que não ia ir até ele me dizer o que tava acontecendo e ele me deu um murro do nada. Foi muito forte e eu caí no chão duma vez, ele chegou bem perto de mim e foi pra me bater. A garota chegou até ele e disse... -para com isso!... Não tem porquê machucar ele. Eu não tinha entendido nada e sai correndo daquele lugar. Cheguei em casa e tinha 3 chamadas perdidas do Davi. Eu fiquei muito confuso porque tinha visto ele no riacho tipo a 10 minutos, liguei pra ele de novo e perguntei o porquê dele ter me atacado, a fala dele foi a que me deixou mais confuso: Stewart - Mano por que você fez aquilo? Por que me bateu? Davi - Cara... Você me deu um soco no meio do peito... Sinceramente depois dessa conversa com o Davi eu não entendi nada, não importa o quanto eu dizia oq aconteceu lá eu me confundia mais e mais. Lembro que a dor do soco tava tanta mais tanta que eu não conseguia nem dormir direito. Chegou uma hora que eu comecei a ficar zonzo e acabei desmaiando.
Dia 11 de julho as 7:23 da manhã.
Acordei com a professora brigando comigo por mim estar dormindo na sala de aula.
Eu sinceramente não tava entendendo o que estava acontecendo, porquê eu não sabia como eu fui parar na escola. O Davi estava totalmente diferente de antes, porquê ele dizia que não se lembrava de quase nada, ele só falava que lembrava de alguns "flash". Quando ele falou isso eu meio que me lembrei do soco que levei, que por sinal já não estava mais doendo. Fui mostrar a marca do soco e não tinha nada, como se tudo tivesse sido um sonho. Não lembro de mais nada depois de ter tomado aquele soco, só que acordei na escola. A história do Davi batia com a minha por que ele dizia que num dos flash que ele se lembra, ele dizia ter brigado com alguém, mas não sabia o motivo da briga. O Davi disse que lembra que a garota que cuidou dele na quadra estava lá junto na briga. Eu realmente lembrava de que tinha uma garota lá, e de fato era a mesma garota que eu tinha visto na quadra. Ela tinha aparecido apenas para cuidar do Davi e depois foi embora, só apareceu no riacho para separar a briga e talvez cuidar de alguém. E se ela só aparece para cuidar quando a gente se machuca, mas por que ela faria isso?... Uma garota que nunca vimos nas nossas vidas? Ao invés de mim ficar pensando na noite passada, eu fiquei pensando sobre a garota e o que ela fez.
Mesmo dia após a aula - 6:28 da tarde
Chamei o Davi pra ir pra minha casa pesquisar sobre, mas ele disse que o tio dele chegava de viajem hoje, e tinha que ir direto pra casa pra receber o tio. Quando eu cheguei em casa minha mãe disse que tava preocupada comigo, pois não me via desde o dia anterior. Eu só fiquei mais confuso, mas como sabia que tinha me envolvido em briga pra não preocupar ela mais ainda eu disse que fui dormir na casa do Davi. E ela ficou brava comigo por nem avisar ela de que ia dormir fora, mas ficou tudo de boa porquê ela viu que eu estava bem. Comecei pesquisando sobre a aparência da garota, que era uma menina jovem dos cabelos brancos e não tão longos, eu vi muitas fotos e vídeos de garotas com as características que eu coloquei, mas nem uma se parecia. Mas eu vi uma foto que chamou a minha atenção, era a foto de uma da estátua de Kalezzandrea. Pesquisei mais a fundo e descobri que ela era uma jovem garota que foi amaldiçoada para sempre viver com os lobos, entre isso cuidar dos lobisomens, "Kalezzandrea ou a cuidadora dos lobos é o nome que se da a jovem que se tornou guardadora e companheira de lobisomens. Ela é a versão humana que trás a paz para a vida perturbada dos lobisomem.". Eu já não tava conseguindo acreditar que no mundo real isso podia existir, pensava que era só história pra criança. Eu tava tão focado no que eu tava lendo que eu comecei a escutar uns passos e batimentos vindo em direção ao meu quarto, em questão de segundos minha mãe entrou no quarto sem nem bater na porta. Pouco depois de minha mãe me chamar para o jantar eu escutei um grito muito alto, chega ecoou na minha cabeça. Parecia que estava me chamando, não dei muita moral e fui jantar, porque pensei que era coisa da minha cabeça. Terminei de jantar e fui dormir, mas eu estava pensando muito no grito que não escutei, é como se minha mãe chamasse e eu não atendia. Acabei pegando no sono por causa disso.
Dia 12 de julho as 2 da manhã.
Eu estava dormindo tranquilo quando do nada escutei o mesmo grito me chamando, só que dessa vez eu agi normalmente, como se já soubesse o que era. Era como se meu corpo fizesse mas eu não conseguisse reagir. Como se alguma coisa tivesse me controlando, como se algo fizesse e eu só estivesse vendo nem falar eu podia. Eu pulei a janela do meu quarto e percebi que estava indo para o mesmo riacho que o Davi foi com a garota. Cheguei lá e novamente vi o Davi e a mesma garota. O Davi tava diferente, como se o semblante dele tivesse diferente. Ele olhou pra mim e disse: Davi: o que você está fazendo aqui Stewart? Stewart: Não sei, sinceramente não sei nem como vim parar aqui.
Continue....
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2020.06.03 01:25 epilef_backwards Sobre Boku no hero e shounens.

Um objetivo sem planos é chamado de delírio.
Um dos desafios ao revisar um shounen é entender até que ponto podemos relevar certas coisas tendo em mente que o anime foi feito apenas para vender. A história é bem óbvia: os shounens explodiram na época de 90 com Naruto, DBZ, CDZ, bleach, entre outros, fato que fez que muitos outros shounens começassem a serem lançados seguindo os princípios dos que estavam em alta. Isso significa que, embora os primeiros shounens famosos já usassem clichês, tais clichês ainda não eram clichês no mundo dos animes porque não haviam tantos animes que o usassem. Em outras palavras, é por causa do sucesso estrondoso desses shounens que boa parte dos seus sucessores utilizaram as suas principais características (personagens piadistas, tramas simples porém que podem ser prolongadas por tempo quase indeterminado, personagens secundários aparecendo basicamente todo episódio e todos os demais clichês do gênero). E isso fala muito sobre o problema geral desse tipo de anime: essencialmente, 90% deles possuem os mesmos elementos narrativos e se diferenciam apenas pela maneira como eles desenvolve (ou não) esses elementos. É claro que existem elementos básicos para o anime ser considerado do gênero, porém obviamente não são desses que eu falo. Existe a possibilidade de fazer um shounen sem se importar apenas com combates (usando poderes mágicos ou nao) escatológicas (dicas pessoais: fullmetal alchemist brotherhood, Hunter x Hunter, Noragami e Haikyuu!!). É claro que nem todo anime de shounen vai ser um transformers em versão de anime, no entanto, ninguém se refere a shounen como sendo no sentido de "ser feito para adolescentes". Ao menos neste texto esse sentido real não será utilizado.
E falando sobre shounens, o texto que está sendo escrito irá comentar sobre um dos mais famosos dos últimos 10 anos: Boku no hero academia. Bem como os demais textos, vou trazer uma visão unicamente crítica sobre o show, ou seja, o valor de entretenimento em nada conta para esse review. Vamos lá.
Bem como quase todos os shounens existentes, BNHA apresenta problemas narrativos. A premissa é a mais simples possível: pessoas começaram a nascer com poder do nada e, nos dias atuais, quase todos apresentam poderes. Quase todos, claro, excluindo o protagonista, o qual mais do que qualquer um sonha em ser um herói (mesmo que sem poderes). Essa trama não é de nenhuma maneira inovadora ou brilhante, contudo, cumpre com o papel com o "potencial para infinitos episódios" que eu mencionei acima. Tampouco não somente o anime não inova de maneira nenhuma no que a trama como ele não inova no uso dessa trama. Simplesmente temos o personagem mais clichê possível com o desenvolvimento mais clichê possível dentro da trama mais clichê possível. É importante ressaltar, antes de ir mais a fundo no show, que sim, eu sei que a primeira temporada é mais lenta e com menos clímax do que as demais porque os produtores pensaram em continuar a obra, porém isso não serve como desculpa para nada. Um anime com previsão de ter uma segunda temporada é diferente de um anime separado em 2 cours. É claro que eu não analiso somente a primeira parte de Asterisk war, porque justamente a história foi separada em dois apenas para condizer com o tamanho padrão dos animes. No caso de BNHA, as temporadas são independentes e, portanto, podem ser analisadas de maneiras individuais. E sendo bem sincero, nem considerando que ele foi dividido em dois eu consigo ajudar muito esse show.
Contudo, o início do anime engana bem o espectador. Por alguns episódios eu realmente acreditei que poderia presenciar um shounen mais focado no significado de ser um herói ao invés de um plot completamente rushado, sem graça e, novamente (sim, eu vou repetir muito essa palavra), clichê. Essa animação minha, por assim dizer, veio por duas principais razões: o bom trabalho de criar um laço entre o espectador e o personagem principal e o potencial de unir a ideia de "o quê significa ser um herói" com o fato de o All Might apresentar esse tipo de pensamento.
O primeiro ponto foi o melhor trabalho da obra. Rapidamente somos ambientados à vida de Midoriya e o seu sonho de ser um herói. A direção faz um trabalho sagaz no uso constante de flashbacks ao invés das exposições baratas comuns do gênero. Mesmo que seja um passado comum a esse tipo de personagem, compramos os sentimentos do Midoriya como sendo os nossos e isso faz que, mesmo no primeiro episódio, já torcemos pelo personagem. Contudo, essa empolgação acabou com o "treino" dele, mas já irei falar sobre esse "treinamento".
O segundo ponto foi algo completamente desperdiçado pela obra (ao menos na primeira temporada). Isso porque a filosofia do "ser um herói" é o que mais apresenta potencial nesse tipo de show, e isso poderia ser muito bem trabalho pela visão do All Might ao longo do treinamento do personagem principal, sobretudo porque ele mesmo aparenta ter uma visão diferenciada sobre o que significa ser um herói. Infelizmente, o anime não aproveita esse potencial e corre às cenas clichês de escolas de heróis e o usual rush no plot.
Lembram do treinamento? Eu costumo pensar que a qualidade de um shounen é definida na atenção dada ao treinamento do personagem principal (ou ao que quer que seja que desenvolve e aprimora os poderes do personagem principal). Se o anime utiliza o treinamento só como formar de fazer piadinhas e tiradas do protagonista tendo problemas no treino e esquece do que realmente significa um treino para um herói, existem consideráveis chances do anime só permanecer no básico do básico do gênero. Isso porque a maneira como o roteiro lida com o desenvolvimento do personagem mostra muito da maturidade (ou falta dela) do roteiro. Em outras palavras: se o roteiro não se importou com a parte mais rica e com maior potencial de desenvolvimento, ao menos inicial, do personagem, muito provavelmente ele não vai se importar com esses fatores no resto do show. E é exatamente isso que acontece em BNHA. O treino do Midoriya é utilizado para dois principais fatores narrativamente falando: para ele conseguir chegar em um ponto no qual ao menos possa utilizar parte dos poderes do All Might e para nós, espectadores, criarmos um vínculo com o personagem, já que o mesmo está se esforçando e se provando a cada dia. O problema é que é impossível haver uma seriedade e uma ligação entre nós e o personagem se o roteiro e a direção colocam uma piadinha a cada 15 segundos e, inclusive, em cenas importantes do ponto de vista da formação da conexão entre nós e o Midoriya. Além disso, essas piadinhas completamente desnecessárias desmoralizam o personagem e nos fazem pensar mais que ele é apenas um chorão do que alguém que passou por um treino intenso durante 10 meses. E você, leitor, sabe o motivo? O motivo é o principal problema envolvendo a evolução dos personagens em shounens: eles só desenvolvem músculos e habilidades. Quero dizer com isso é que não existe apenas transformação física. Um treino pesado e focado cujo objetivo é alcançar o seu sonho como o praticado pelo protagonista NECESSARIAMENTE altera a sua maneira de pensar, a sua maneira de agir e quem ele realmente é. Isso se chama ser humano, isso se chama ser um bom personagem. No entanto, o que acontece em 98% dos casos é que o protagonista passa por um treino intenso e que envolve N emoções e ele não muda em nada, ele continua como sendo alguém que ao olhar para o primeiro monstro fica como um covarde. Ora, o maior desafio da vida dele ele já enfrentou. Como pode o mesmo personagem que retirou motivações de canto nenhum, que lutou meses/anos em um treino sobre-humano, que teve que encarar suas frustrações e seus medos de frente continua sendo uma completa criança? No caso de BNHA, Midoriya é treinado pelo maior super herói de todos os tempos, o qual mais é usado pelo roteiro como Deus Ex-Machina ambulante e como fonte de piadinhas completamente estúpidas e irritantes, e em nada apresenta uma mudança de pensamento, atitude e em sei psic. Isso acaba com os dois pontos positivos citados sobre o início da obra. Se, em primeiro plano, isso problematiza a relação entre nós e o protagonista ao não humanizá-lo, em segundo plano temos que o potencial do All Might trazer uma filosofia diferenciada sobre um herói é apagada porque o maior herói da história é uma criança. Porém, o treinamento do protagonista é só a parte superior de um iceberg.
Logo após o treinamento dele acabar, temos o teste de admissão da principal academia de heróis e os acontecimentos dentro da academia. É claro que as situações que levam o protagonista a conhecer seus amigos são as mais clichês possíveis (sim, tem aquilo do protagonista tropeçar e conhecer a menina. A única diferença é que ao menos tiveram a sensibilidade de não colocar ele caindo em cima de uma parte íntima dela) e existem centenas de convenções que me fazem parecer que alguém escreveu a história do Midoriya foi escrita para ser vend...oh, wait...
De qualquer modo, o anime segue o típico passo de um anime de escola mágica com os testes, acontecimentos aleatórios planejados pelos vilões e cenas do protagonista e os demais personagens da obra. Falando em personagens, não há nenhum tipo de inovação na personalidade e na profundidade dos personagens. Em fato, retirando o Midoriya e, entre MUITAS aspas, o seu rival Bakugou, os demais personagens são os mais planificados e simplórios imagináveis. No entanto, o roteiro apresenta um ímpeto inexplicável de tentar dar importância a todos os demais estudantes da classe do protagonista, fato que impede que possamos ter tempo para os personagens que realmente são importantes para a trama. Sendo bem sincero, depois dos primeiros dois episódios, o que o show apresenta consiste exatamente em: 2 episódios do treinamento desperdiçado e a entrada do Midoriya na academia + 5 episódios de absolutamente nada, nenhum desenvolvimento de personagem, nenhum aumento de tensão da trama com a inserção de qualquer perigo e muito menos qualquer tipo de discussão mais profunda sobre o "ser um herói" + 3 episódios de um vilão completamente sem graça, não ameaçador e uma luta na qual o All Might ganha na base do grito. É, é literalmente isso o máximo que o roteiro conseguiu fazer. O único ponto de desenvolvimento de personagem foi o Midoriya deixando de ser um completo chorão de um momento para o outro porque o roteiro precisava que ele fosse minimamente corajoso para enfrentar a Liga dos Vilões nos últimos episódios.
Comentando sobre esses últimos 3 episódios, eles falam muito sobre a obra e sobre os shounens no geral. O plot desse anime é completamente ridículo e consiste no pior problema do show. Perceba que, até o episódio 10, o anime progrediu um pouco em termos de trama e, embora tenha sacrificado o ímpeto dos primeiros dois/três episódios, conseguiu manter um clima convidativo e clássico dos shounens. Até aí, era apenas mais um shounen comum. No entanto, mesmo os shounens mais descuidados e de baixa qualidade conseguem preparar minimamente o seu plot e se utilizam de vilões minimamente desafiadores. O que tivemos em BNHA foi uma ausência da preparação do desafio da série e a sua repentina aparição como algo que promete que vai dar trabalho, porém, quando vamos ver, já apanhou feito cachorro de rua. Isso porque o roteiro "apresenta" o "vilão" da temporada da maneira mais patética imaginável. Quer dizer então que a melhor escola de heróis do país permite que um indivíduo exploda o portão dela, permita a entrada de dezenas de pessoas da mídia e o diretor do colégio termina o último episódio com um rostinho feliz dizendo que todo mundo fez um bom trabalho? Ou então que literalmente um cara coberto de mãos/uma criatura gigantesca com o cérebro para fora/quem quer que seja que tenha destruído a porcaria do portão não foi em nenhum momento questionado pela própria mídia? Ou então que literalmente o mesmo cara que destrói o portão consegue tantas informações sobre o colégio que sabe a hora exata em que sua vítima vai estar em certo local e não há nenhum tipo de suspeita de espionagem ou de conspiração contra a instituição? Que tipo de maior escola de heróis é essa que sequer se preocupa com a sua segurança e permite bandidos entrarem nela sem nenhum tipo de resistência? Mas relaxe, tem coisas piores que essa. Uma delas é a cafonice do vilão. Sem nenhum tipo de profundidade ou motivação real, ele só não é comparável com os seus capangas porque esses lembram aqueles que eram presentes nas animações americanas da década de 60 e só servem de saco de pancada para adolescentes com os poderes mais aleatórios e inúteis imagináveis (sério que trocentos vilões perderam para uma garota que tem um plugin no calcanhar e outra que cria uns pedaços de ferro do nada? Me poupe...uma coisa são os vilões perderem para o garoto do gelo, outra completamente diferente é uma cacetada de vilões que fazem parte de uma Liga de Vilões perderem para um moleque de 15/16 anos que tem um rabo de pelúcia...). Na realidade, eu sequer sei o motivo de estar falando sobre profundidade e motivação dos vilões quando o anime nem nos apresenta devidamente quem eles realmente são. Há o narrador dizendo os aspectos mais básicos possíveis dele e ponto, isso é tudo que sabemos dos vilões da primeira temporada.
Porém, se os vilões patetas já eram um problema, o anime consegue selar o seu plot como algo completamente abominável ao utilizar todos os possíveis e imagináveis clichês envolvendo um herói vs alguém mais forte que ele. É exatamente isso que você pensou: o herói do dia (que, ao menos, o roteiro teve o mínimo bom senso de não colocar como sendo o Midoriya) ganha força do nada e transcende a natureza humana para derrotar um adversário muito mais forte que ele, algo que, definitivamente, não foi feito já em outros 10 mil casos de animes shounens e que com certeza não se configura como um claro momento de falta de criatividade do roteiro. E o pior: diferentemente de Kimetsu No Yaiba, aqui apenas a música salva. Na realidade, eu devo dizer que 80% do meu envolvimento emocional nas partes mais "épicas" do anime se deu pela You Say Run. Essa música é simplesmente muito boa e ela literalmente carrega o plot pateta do anime nas costas.
Veredito
BNHA é mais um dentre os milhares de shounens que mais fazem coisas erradas do que acertam. O que mais me deixa chateado nessa caso é que, ao contrário da maioria dos animes de escolas, BNHA consegue fazer o espectador entrar na história do protagonista, o que deveria ser o ponto de ignição para um anime de ação diferenciado dos demais. Infelizmente, após os primeiros 50 minutos dentro da história, o show caí em todos os clichês de gênero imagináveis e termina com um plot completamente patético, previsível e sem nenhum tipo de conexão à trama e às discussões que o anime poderia ter trazido.
Se você é uma pessoa que gosta de shounens, não há nenhum motivo para você não assistir BNHA; pelo contrário, BNHA é exatamente tudo aquilo que pessoas que gostam de shounens querem ver: personagens engraçadinhos, músicas boas, uma filosofia de fundo que aparenta ser profunda e porradaria. No entanto, se você, assim como eu, se encontra um pouco saturado de shounens, não perca seu tempo assistindo Boku no hero academia, pois ele é exatamente o motivo de tal saturação.
Notas individuais
-Roteiro: 3
-Direção: 4
-Animação: 7
-Trilha sonora: 8
Nota final: 4,5.
Review escrita dia 2 de junho de 2020.
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2020.05.01 00:44 TheCaraqmoranextdoor Guiazinho sobre Fake News. Minha abordagem e visão sobre o tema, e como combatê-la.

Acredito que a maioria de vocês compreendam como e para que(m) as notícias falsas trabalham. O risco de cair no óbvio é natural, mas com esse post eu gostaria de fazer o exercício da escrita e, talvez, ajudar a compreensão coletiva da força motriz do atual governo.
Vale notar que aqui escrevo minha visão e entendimento particular do fenômeno, de como fiz um apanhado de informações diferentes e juntei numa hipótese geral. As bases e conclusões são tirados de textos e debates que venho acompanhando sobre o assunto já há algum tempo.
Sem mais delongas, vamos a isto:
0. O Nascimento 
O processo todo começa de maneira dissimulada e insidiosa. Depois de um tempo, a partir de ligações lógicas muito simplórias, começam a tomar corpo e ficar cada vez mais sérias - as vezes sem sentido também.
Começa como uma piada, um relato de violência, um pânico com o estrangeiro. Conversas coloquiais, aquelas de botequim de quem não tem nada melhor a dizer e tem que manter a conversa rendendo enquanto a cerveja não acaba.
Um meme aparentemente inofensivo que exalta um político corrupto ou até mesmo vídeos informativos sobre o poderio militar de um país podem fazer parte de um esquema maior. Não quero dizer que obrigatoriamente fazem parte de uma grande conspiração mundial, mas, propositadamente ou não, lançam bases para o ataque aberto das fake news. É a preparação de um terreno para ser plantado.
Se você quiser fazer uso do método, você precisa de um ambiente propício. Esse ambiente pode ser muito bem fabricado, não importa se tem conexão com a realidade ou existe elos lógicos, ele só precisa existir na mente da população.
O que você precisa aqui é de propaganda. Muito melhor que você elaborar uma propaganda formal para TV, que é claramente verticalizada, de lenta elaboração e toda engessada, é fazer conteúdos imagéticos simples, toscos até, bem característicos da internet.
A circulação de memes ou de imagens que poderiam ser feitas por qualquer um tem uma penetração muito maior no imaginário da população. A aparente horizontalidade é outro pilar pra aceitação rápida e fácil por seus pares.
A propaganda boca a boca é a alma da fake news, ela confere o poder, ironicamente, da democracia para o convencimento de seus semelhantes. Claro que uma ajudinha da TV sempre é bom, principalmente se você for polêmico e controverso. Polêmica dá audiência, ambos saem “ganhando”.
1. O Público 
Vamos definir logo as coisas. Existem as pessoas que caem em fake news e pessoas que as fabricam. A convencida não o faz por mal, ela é levada por um caminho mais fácil de corrigir seus problemas; estas são mais fáceis de se arrepender. As fabricadoras não, elas tem consciência da mentira espalhada e ainda assim passam adiante porque vê algum lucro com toda essa situação. Como sempre existem os enganados e os enganadores.
As mentiras, difamações e notícias falsas são como uma carta sem remetente. Elas têm endereço certo de entrega, mas ninguém sabe quem enviou.
Toda fake news tem uma personalização na hora de ser enviada. A estratégia nunca é atacar todos com um conteúdo só, mas dividir a população em grupos compostos por personas, cada uma no seu quadrado e com sua vulnerabilidade exposta. Públicos diferentes reagem de maneiras distintas a cada estímulo ao qual são expostos. Logo, a personalização é fundamental para que a notícia faça o maior estrago possível.
Agora quem é esse público?! Todo e qualquer um que se julgue vulnerável.
Há muito mais tipos de personas, mas acho que já deu pra perceber que todas tem duas coisas básicas em comum: frustração e desejo de mudança/vingança.
Essa generalização nos leva ao próximo ponto do método.
2. Os Sentimentos 
Fake news não lidam com verdade ou mentira, fatos ou factoides, coerência ou incoerência. Esqueça a racionalidade, a checagem de notícias e a argumentação lógica. As Fake News miram nos sentimentos! O negócio é provocar reações profundas em seus receptores. Quando você atinge o sentimental de uma pessoa o racional é desligado e ela age no instinto. Por isso não adianta em nada apelar para a razão, estas pessoas estão sendo movidas pelas entranhas!
É aterrador, mas a racionalidade, a ciência e a verdade não tem chance mínima contra as fake news, não tem vez. Temos que aceitar esse fato para podermos compreender e reagir de maneira adequada a esse esquema.
O método tem primordialmente dois momentos, que sempre se confundem.
O coração da fake news é o estado de revolta constante imposto aos militantes. A dúvida é o sangue. A intenção é sempre instigar a cólera e a dubiedade. Cólera, não é a doença, é um estado psicológico no qual o indivíduo perde completamente as faculdades mentais e entra em modo berserker. A adrenalina é despejada a toda no sangue, a visão escurece e foca num ponto específico e o corpo se movimenta de modo automático para atacar seu alvo.
Imagine esse estado a todo momento, de forma mais incubada, mais omeopática, um rancor explosivo. É assim que as vítimas vivem todos os dias.
Uma dica breve, você consegue acalmar alguém que está com raiva. Você consegue dialogar com alguém que te odeia, mas você não deve sequer chegar perto de quem está em estado colérico, principalmente se ela portar uma arma. Pelo bem da sua saúde física.
Vale ressaltar que há uma outra tática muito bem executada pelo método para fidelizar essas pessoas. Inicialmente a tática é reunir as pessoas em grupos de perfis sempre mt semelhantes. Crentes com crentes no wpp, incels com outros incels nos chans e por aí vai.
As bolhas das mídias digitais são peça fundamental do meio onde será propagado as mentiras e organizar as vítimas. Sem elas talvez tivéssemos sim esse movimento global, mas de forma mais demorada e em menor escala. YouTube, grupos de Facebook - olá Cambridge Analytica, a precursora do mal - grupos de WhatsApp, Twitter, Chans, Fóruns online, Reddit... Todos esses sites e serviços são modos de nos conectarmos a nossos semelhantes e, claramente, o melhor método de disseminar as notícias falsas. As bolhas são o melhor meio para as fake news personalizadas serem espalhadas.
Além de facilitar o trabalho de distribuição de fake news, cria-se uma identidade e um sentimento de pertencimento a um grupo. Nesses tempos de globalização, sentir-se parte de um pequeno grupo é necessário para manter-se o engajamento desse público, dar uma cara e um objetivo comum para todos lutarem por ele.
Algo a se notar é a perda da identidade individual em prol de uma compartilhada. É uma característica meio fascista, meio comunista, é estranho pra quem supostamente luta pelas liberdades individuais. Não à toa aqui chama-se esse público de gado.
3. A manutenção 
A etapa anterior é fundamental para a manutenção. Se o indivíduo se sentir cada vez mais só numa causa, maior a chance dele a abandonar.
Imaginem o bater de palmas: começa quase sempre por poucos indivíduos, toma corpo muito rápido e depois diminui quando o ritmo decai. Ao passo que as pessoas vão vendo que os outros estão deixando de aplaudir ela para também. Morre assim as palmas. Morre o movimento.
Como não se pode deixar o gado morrer de inanição por causa da fome, existe um alimento básico e diário para o rebanho se manter forte e aguerrido.
3.1 O inimigo 
Por que dia sim, dia não o presidente solta uma controvérsia?! Então, é pra não deixar o movimento morrer, os sentimentos esfriarem. A guerra constante é fundamental pra manter a base atuante. A paranoia e a dúvida constante são fundamentais no psique da turba, nunca se esqueçam.
Mas guerra contra quem?
Contra quem simplesmente não importa. Por quê? Porque você pode eleger seu inimigo.
Os Comunistas, a esquerda, o PT, o Lula, a Rede Globo, o STF, os cientistas, a democracia, a constituição, o Congresso, o time do Vasco da Gama, o vizinho gato que troca de roupa com as cortinas fechadas, a ilha de Madagascar e o Rei Julian.
Não importa o nome, o inimigo tem que existir, mesmo que ele nem seja real. Você não mobiliza um exército pra sequer lutar. A movimentação e as batalhas tem que ser travadas todos os dias, é peça fundamental do método. Como disse anteriormente, se os militantes não estiverem sempre em batalha, a paz reina e as palmas cessam. O plano fracassa.
A parte interessante dessa guerra contra um moinho de vento é que ele retroalimenta todo o sistema de fake news. É um sistema simbiótico onde a mentira alimenta o sentimento negativo, que dá cacife para a inserção do discurso de ódio, que alimenta a ação da militância, que, obviamente, vai provocar uma defesa por parte do atacado. No momento que o inimigo reage o sistema volta pra primeira etapa e a roda volta a girar.
3.2 O Messias 
Todos nós quando estamos nos afogando temos o reflexo de procurar algo para se segurar e apoiar. Este mesmo reflexo é usado e abusado no funcionamento das fake news. Você está desesperado, em estado constante de dúvida, pra todo lugar que você olha tem alguém querendo te roubar, do seu vizinho ao seu político. A vida realmente parece sem saída.
“E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará.” João 8:32
No meio do caos aparece uma pessoa que te dá respostas. Que te dá soluções que satisfazem tuas necessidades, não só as físicas, mas os anseios inibidos de violência e justiça – vingança. Ele é quase um líder profético, ele nos abraça com suas soluções, seu vocabulário idêntico ao nosso mostra que é um de nós, ele passa por cima das regras e normas que tanto temos raiva. Ele é praticamente um mito vivo.
A crença, por necessidade ou por interesse, é manobrada com certa maestria pelos financiadores do método. Eles pinçam a crença, que no nosso caso é cegada propositadamente, e logo depois apresenta alguém na qual a pessoa possa depositar sua fé, sua mais pura confiança.
E quando me refiro a fé e crença, não é só dos religiosos, que, diga-se de passagem, são os maiores apoiadores do presidente atualmente, mas de qualquer um que veja nesta figura messiânica forjada uma possibilidade de mudança.
Existem os gamers e geeks que acreditam ser os impostos a maior barreira para consumirem suas mídias e gadgets. Os libertários de internet que culpam o Estado pela “falta de liberdade econômica” do mercado. Temos até mesmo os militaristas indignados que, para resolver a situação da violência, precisamos ser mais violentos ainda. A lista vai longe e todos estes grupos supracitados estão em condição vulnerável, tanto para acreditar quanto para seguir o Messias de fake news.
Como todo bom Messias, ele tem discípulos, apóstolos que são encarregados de espalhar sua palavra. Aqui coloco duas peças fundamentais, os digital influencers e os empresários financiadores de disparos em massa.
O Messias nem sempre tem tempo de discutir e promover a baderna necessária para estar sempre em voga. Para isso, seus apóstolos, nossos influencers, estão sempre ativos para fazer a defesa de seu patrão. Não se engane, eles são pagos e recebem informações e fake news de cima, algo realmente verticalizado, para que possa se criar mais uma narrativa da semana.
Os influencers gozam também de uma maior informalidade e proximidade de seu microcosmo. Podem ser ex-jornalistas ou ex-cientistas para dar aquele verniz formal pro resto da sociedade, mas a maioria são pessoas comuns. Novamente, essa aproximação e aparente democracia, ajuda na identificação dos seguidores e no seu acirramento. A pessoa não é um simples seguidor, ela é um membro de uma seita, ela se deixa cegar para participar do grupo e estar mais próximo de seu mestre.
Os empresários, amigos de seu Messias, são os grandes responsáveis pela fase de overload. Sem eles, os bots e as inundações de notícias falsas, que devem ser criadas, não existem. Obviamente nem tudo parte de cima pra baixo, nessa pirâmide disfarçada de plano 2D, as vezes você precisa de um empurrãozinho e os próprios membros fazem o trabalho de graça. Mas sempre precisa de um empurrão inicial!
Por isso bots e compartilhamentos em grupos são tão preciosos na formulação de uma mentira. A intenção é sempre fazer o volume vencer a qualidade. O objetivo, novamente, é por dúvida na cabeça dos seguidores e criar uma narrativa distorcida da realidade para que elas se esqueçam do erro do chefe supremo e embarquem em uma nova jornada. Todos os dias.
Sem dinheiro, as fake news têm os dias contados. Há sempre um gabinete, um grupo muito bem articulado para apontar e executar a ordem do dia.
E por último, todo Messias que se preze é perseguido e tentado calar. Ele até sofre tentativas de homicídio. Toda essa perseguição é assumida por seus seguidores, é algo como se “mexeu com ele, mexeu comigo”. Sua turba sente na pele os ataques que seu Mito sofre, merecidamente, por mais simples que seja, como uma discordância.
Coincidência com a realidade? Pois é, é porque é mesmo.
4. Falhas do método 
O problema maior do método é ao mesmo tempo uma de suas finalidades. Destruir, desagregar, explodir. Caos. Apesar do paradoxo, necessidade de agrupar as pessoas para que elas caotizem tudo, é nessa lógica que eles operam. E dá muito certo, muito mesmo, as eleições de vários países provam isso. Mas por quanto tempo?
Com o passar do tempo os grupos de WhatsApp ou Facebook começam a implodir. Ter debandadas e discussões cada vez mais acirradas. A radicalização é a tônica do processo. Nem todo mundo gosta de radicalismo, na verdade poucas são as pessoas naturalmente inclinadas para os extremos, vide nossa política em tempos normais. As pessoas são levadas para as pontas em situações muito adversas, como a que estamos vivendo.
Cansa estar sempre no extremo.
É cansativo a cada dia que passa ter que defender algo no qual não se aceita completamente. A falta de diálogo e somente a repetição uníssona de um discurso fixo e batido leva a estafa dos membros. Alguns aguentam mais por crença ou por lucro, outros menos, é natural.
A entropia destes agrupamentos é inevitável, afinal a destruição está marcada no DNA deles.
E quando de fato houver rachas teremos grupos mais e mais fanáticos e perigosos, outros arrependidos, outros envergonhados e outros mais moderados.
Podemos observar esse fato com a demissão do ministro símbolo do combate à corrupção. O mesmo fato também é interessante de se observar a lentidão das reações às acusações feitas pelo ex-ministro.
Foram horas de apagão nas redes bolsonaristas. Horas! Enquanto o presida sofria na TV e na internet, os influenciadores simplesmente não sabiam o que dizer, o que atacar, e realmente se atacar. Estavam sem norte, sem uma cabeça que os dissesse o que reproduzir. Somente depois do “discurso” presidencial o ataque a Sérgio Moro começou com força e com bots. A narrativa estava montada e o overload posto em prática.
Esse meio tempo clareia a organização por trás de difamações e fake news do atual governo. Se fosse para apostar, diria que nesse ínterim foi discutido na sala da injustiça qual caminho tomar. Seria melhor atacar alguém com fama e reputação impecável com seu público? Ou seria melhor tentar um diálogo e por panos quentes na situação?!
Como o método não é afeto ao diálogo, a campanha de difamação contra Moro foi executada. A aposta foi dobrada. É assim que se contém danos nessa lógica deturpada.
Aqui temos uma palpável derrota, uma grande falha no método de ação dos mentirosos. Eles sempre aceleram mais, não tem breque, é sempre pra frente, custe o que custar. Como disse anteriormente, pessoas vão ficar pelo caminho, a tendência natural é o desgaste, o descolamento destes grupos que ficam cada vez mais nucleares.
5. O que fazer 
A motivação para sair dessa vida é completamente intrínseca ao participante. Geralmente desapontamentos, discussões e estafa os levam a desistência. Somente um minion pode deixar de ser minion. Se ele não quiser e for até o fim, não tem jeito, seu conhecido ou parente tem alguma deturpação moral ou social. Pessoas assim existem e são aos montes.
Temos que saber que não será da noite pro dia. O desapontamento é gradual, é um processo que as vezes demora, as vezes é rápido e obrigatoriamente tem que partir do afetado.
Isso não quer dizer que devamos ficar de braços cruzados esperando as pessoas se tocarem do erro que elas fizeram.
Proponho que mantenhamos o combate armados do deboche, do uso de memes, de simplesmente reproduzir as falas descabidas do pres para seus seguidores. Descemos o nível, mas temos que impactar também o emocional do minion. Ciência e razão não funcionam com eles, simples assim. O impacto tem que ser no emocional!
Por em cheque suas crenças absurdas com uma torrente de absurdos dos mesmos me parece ser uma boa tática. O overload contrário dentro do habitat natural serve para gerar mais dissonância e confusão, portanto temos que fornecer soluções também. Soluções simples, mas de sinal trocado.
Evitar por políticos da oposição no meio também ajuda. Algum fala uma coisa importante?! Diz que foi o tio do amigo que é médico. Lembrem-se que a sensação de horizontalidade pega de jeito as pessoas. Pessoas desconhecidas falando contra, memes debochando, a verdade, mesmo que espremida pelo formato tem que prevalecer.
Essa é minha tática e já tenho posto em prática. Parecer amigável, mas inundar de controvérsias sobre o que acreditam. Não é porque a conversão é intrínseca que não podemos dar uma ajudinha. Pedra dura em água mole, tanto bate até que mole.
Vocês devem ter outras também, gostaria que adicionassem aqui. Quase todas são eficientes, apesar de não acreditar nem um pouco em checagem de fatos e afins.
O campo do jogo é o emocional, não nos esqueçamos.
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2020.02.02 07:02 Error_Wolf47 Eu me odeio... Fazer o quê?

Bem, eu não faço idéia do porquê que eu estou aqui, criei uma conta só porque eu vi uma postagem... whatever... Ultimamente tenho tido umas crises, eu não sei se é Depressão, ansiedade ou frescura — provavelmente a terceira opção. — mas, eu quase não estou conseguindo fazer nada. Eu sou estudante, e estou de férias porém, como qualquer filho responsável e obediente, faço as tarefas de casa e ajudo minha mãe e meu pai com o que precisam; mas acho melhor começar do começo... Não quero revelar minha idade, sou adolescente e estou cursando o ensino médio, sou levemente introvertido porém, me coloque em um grupo que me identifico e quero toda a atenção do mundo enquanto eu falo. Se eu utilizar o verdadeiro significado da palavra "amigo", companheiro que vai sempre tentar me ajudar nos momentos difíceis, eu não tenho nenhum mas, é claro que tenho vários colegas na qual converso e jogo jogos eletrônicos via internet juntos. Acontece que, como eu falei antes que não tenho muitos amigos, eu não tenho praticamente empatia nenhuma por ninguém, eu não consigo me colocar no lugar da outra pessoa. Pra mim, um conselho amigável e um xingamento forte não são de calibres tão distantes. Okay, acabei me distanciando do assunto... Eu sou muito bipolar, o que torna essa característica um pouco mais relevante, já que não me seguro quando estou bravo e, quando estou calmo ainda pareço grosso. Eu não tenho culpa disso, eu simplesmente penso comigo mesmo: "Como assim? Eu não entendo! Eu não falei nada errado." Coisa que para outra pessoa seria bem pesado, assim como piadas de humor negro que eu faço. Eu me sinto extremamente culpado por isso, eu tento mudar, já fiz várias "experiências" para melhorar — com experiências, quero dizer: conversar com pessoas na internet de diversas maneiras diferentes para ver qual é a menos grosseira. — Motivo número um explicado, agora falta o resto... Eu sou um pouco inteligente, até demais. Em alguns testes de QI, tipo, uns dez, todos deram acima de 140, sendo este o menor valor e 155 o maior. "São testes de internet, não relatam coisas reais." Sim, foi a pior forma de começar o parágrafo. A escola é o ambiente que eu mais gosto e odeio. Porque eu mais gosto? Estudo, as aulas. Porque eu mais odeio? Social, os colegas. Well, eu sou bom em matemática, tanto é que eu tirei, literalmente, doze notas 10 seguidas, sendo três para cada bimestre. Eu também gosto de ciências, agora como física e química, amo do mesmo jeito, e línguas. Eu aprendo extremamente rápido, depois de prestar na explicações dos professores e realizar as atividades eu já tenho decorado para o resto do ano aquele conteúdo específico. Uma prova é que eu estou escrevendo naturalmente esse texto, não estou forçando. Até aí, okay. Família legal, convívio mais ou menos, aluno exemplar. Não. Eu odeio ser inteligente. Eu odeio ser eu mesmo. Eu odeio a mim com todas as minhas forças. Sério, se fosse só isso tudo bem, um psicólogo ou menos já ia resolver — mas o retardado aqui tá escrevendo isso e nem procurou um médico! — mas, tem que ter a cereja do bolo. Como se não bastasse o ambiente que eu mais gosto ser tedioso: esperar a próxima atividade, ajudar o colega, terminar por primeiro a prova; eu não consigo conviver comigo mesmo. Eu tento controlar meus impulsos mas, não consigo, dou um corte seco, ofendo alguém. Porém, deixa eu voltar para o assunto escola. Eu não faço esforço pra nada, fico jogando Battle Royale no meu PS4 em casa o bimestre inteiro, durmo tarde e acordo cedo, fico desenhando nas atividades, e o que? Nota 10, nota 9! "Todo mundo tirou abaixo de 7, menos dois alunos, fulana 7 e Wolf 10. Tô cansado disso, até na prova do instituto federal, você tem noção? Na prova do instituto federal eu não estudei nada, zero horas, fiquei o ano inteiro jogando Video Game e eu faço a prova: dezessete de vinte questões, e todos os meus colegas acertaram dez, oito, três perguntas, e eles acrescentaram: "Estava difícil para um inferno!" E eu nem hesitei em responder nenhuma pergunta. Outra prova difícil, da OBA, fiz de olhos vendados e acertei 17 das 18 e ganhei medalha de ouro, primeira vez na olimpíada. Eu não mereço, não, pelo contrário, eu nem devia ser cogitado para ganhar Altas Habilidades na genética. Eu simplesmente não entendo, não entendo porque eu, que tem os sonhos mais fracos, nenhuma ambição e que desperdiça a vida fazendo nada tem isso e outra pessoa não tem. Porque justo eu? Aprendi a tocar piano sozinho, sou quase fluente em inglês e nunca fiz curso, estou aprendendo japonês e programação, e faço desenhos e umas pinturas de vez em quando. Eu não consigo entender. Até aí, frescura clássica, eu já tô cansado de fazer drama, chega! Bem, como eu fico entediado a única coisa que me deixa entretido ou é conversar com alguém ou irritar alguém, e sabe na desgraça que a segunda opção me fez, não é? Eu me odeio tanto por ter esse pequeno lado sádico, mas eu me odeio mais ainda porque eu sem querer machuco as pessoas e eu faço nada como se eu não me importasse com as outras pessoas mas, não importa, não importa se é um empurrão ou uma discussão, cinco segundos depois eu só queria gritar "desculpe-me" ou "me perdoe" mas eu só seria fraco sendo o cara que pede desculpa a cada cinco minutos. Já teve milhares de vez que qualquer coisa que eu fizesse de errado eu queria pedir desculpa. "Me perdoe por ser ruim; me perdoe por ser falho; me perdoe por existir". Eu início uma discussão e quando eu perco eu continuo para dar um "empate" e eu esperar me sentir satisfeito com o resultado, mas a cada frase que eu recebo eu percebo que tudo isso é em vão e eu tento segurar o argumento apenas para não "perder" e mostrar que sou idiota ou fraco. Eu já perdi a conta de quantas vezes eu repeti as frases na minha cabeça: "Você não vale nada!", "O que você está tentando provar?", "Desista!". Eu não gosto de nada do que eu faço. Eu faço um desenho ruim e uma pessoa fala: nossa, que incrível! Eu faço uma música chata e minha colega fala: que música legal! Eu conto um projeto de Fanfic que eu tinha só que bem ruim e o pessoal comenta: legal, adoraria ver essa história! Eu tenho mil projetos e eu não continuo nenhum, eu dou o meu melhor mas eu não consigo ficar satisfeito com o "meu melhor". Eu dou corpo e alma pra fazer tudo e não chego no resultado que eu quero, e o resultado que eu obtive, foi apenas um fracasso, tempo jogado fora, assim como qualquer coisa que eu faço na minha vida. Visto de fora parece que eu sou bom em muitas coisas mas, não, eu sou ruim em tudo o que eu faço, e isso não vai mudar, não importa o quanto eu tente. Tudo o que eu faço é desperdiçar água chorando de madrugada com o sono desregulado enquanto me encho de comida tentando encher esse falso vazio por afeição que eu nunca obtive, apenas esperando a morte me levar porque eu não tenho coragem de fazer um ato covarde...
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2020.01.08 01:29 MinistroPauloCats Os benefícios de ser feio

Todos querem ter uma ótima aparência boa, provavelmente pela maior aceitação social, sucesso na carreira ou seleção de parceiros, mas parecer bonito nem sempre é o melhor. Ser feio tem um lado positivo, por incrível que pareça.

Quatro benefícios de ser feio

Há uma expressão que vem sendo usada recentemente - "looks maxing" - que significa maximizar sua aparência. Embora não haja nada de errado em melhorar sua aparência física, essa busca reflete o tipo de sociedade em que vivemos. Tudo gira em torno das coisas visíveis e exteriores. Buscar um corte de cabelo, perder peso ou vestir roupas bonitas podem ajudar você a melhorar, mas algumas pessoas continuarão feias não importa o que elas façam.
Mas existem alguns grandes benefícios quando as pessoas não são fisicamente atraídas por você - estou usando a segunda pessoa do singular não para chamá-lo(a) de feio, mas para melhor explicar o seguinte:

Vou contar uma estória do Taoismo como exemplo: há muito tempo atrás na China havia uma árvore torta. Ela era tão deformada e feia que nenhum lenhador ficou interessado em cortá-la. No entanto, as árvores retas eram cortadas constantemente porque eram consideradas ideais para transformar em tábuas. Então a feiúra da árvore garantiu sua sobrevivência durante tanto tempo que as pessoas passaram a notar sua presença e forma especial e ela acabou sendo declarada sagrada.
Quando você é feio(a), seu caminho na vida não vai ser o mesmo que os bonitões ou lindonas que eram os mais populares na escola graças à sua genética. Mas você deve ser grato(a) por isso.
A vida emocional de uma lindona pode ser uma sucessão de bad boys que só "gostaram" dela por causa da aparência.
Um bonitão pode ter se tornado um viciado em sexo, álcool e drogas por causa de toda a atenção feminina que ele recebeu, sem nunca ter tido incentivo para fazer algo a mais em sua vida. Ele também pode ter engravidado uma mulher que não passava de um encontro casual.
Então se você é feio, está praticamente livre dessa miséria, então seja feliz por isso.

Se você não é dotado de aparência, isso é uma ótima oportunidade para trabalhar em outros aspectos de si mesmo. Um desses aspectos é a personalidade. Pessoas feias podem ser pessoas carismáticas.
Bondade, humor, inteligência, saber se expressar bem - essas são características valiosas que você pode desenvolver. No final, uma pessoa gentil, honesta e sincera é muito mais apreciada do que uma pessoa que parece bonita, mas é uma completa idiota.
Outra grande coisa é que as pessoas que gostam de você, que querem se associar com você, estão fazendo isso por causa de sua personalidade.
Pessoas populares e bonitas são frequentemente usadas ​​e abusadas ​​devido ao status social. As pessoas querem ser vistas com pessoas bonitas porque isso aumenta seu prestígio.
Alguns grupos de pessoas, especialmente as que postam muito nas mídias sociais são inteiramente baseados na aparência. Na realidade eles podem até se odiar, mas isso não importa muito para eles, desde que eles fiquem bem quando juntos no Facebook ou no Instagram. É uma existência rasa.
Você, por outro lado, fica muito mais propenso a ter amizades profundas e significativas, que não giram em torno de tais aspectos superficiais, como o jeito do seu rosto ou o tamanho de seus músculos ou se sua bolsa combina com sua jaqueta.

Pessoas bonitas ficam ocupadas o tempo todo porque todo mundo quer ser visto com elas. São bombardeados com mensagens de Whatsapp e telefonemas. Isso pode ser desgastante. Uma mulher bonita pode combinar com praticamente qualquer cara no Tinder e em aplicativos de namoro. Um cara bonito pode estar na mesma situação. Mas geralmente ambos têm uma lista de candidatos(as) que ele tendem a querer atender o tempo todo.
Isso pode parecer muito bom, mas existe algo chamado "o paradoxo das escolhas". Quando há muitas escolhas, você acaba tendo ansiedade e indecisão.
Mas quando você é feio, é muito provável que sua escolha de parceiro(a) seja limitada e seu telefone não fica tocando o tempo todo. Isso é ótimo porque isso significa que você tem muito tempo livre, você pode aprender a tocar um instrumento, desenvolver um negócio ou escrever um livro, fazendo um bom uso dele.

Você acha que Mark Zuckerberg é um supermodelo? Que tal Elon Musk? Elon Musk parece bom agora, mas se você olhar uma foto dele quando ele era mais jovem...
Imagine Elon e Mark se fossem bonitos quando eram garotos, você acha que eles iriam criar o Facebook e a Tesla? Eles estariam muito ocupados com garotas.
Ser feio pode ser uma força motriz para o sucesso e, se você não conseguir encontrar um parceiro por causa de sua aparência, pode usar essa frustração como combustível para alcançar sua grandeza.
Essa grandeza é mais do que sucesso financeiro, você também pode ser grande em virtude. A ciência já provou que a generosidade faz as pessoas felizes e há até freiras e monges que são exemplos excelentes disso.
Então você não precisa ser bonita ou bonito, mas pode viver uma vida boa sendo bom, feliz e humilde.
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2019.08.31 06:55 Bianval Será que meu ex é psicopata? (Cuidado com quem se relacionam, não ignorem esses sinais!)

Vocês que se interessam em saber sobre transtornos de personalidade, psicopatas, sociopatas, manipuladores, etc. será que podiam dar uma opinião? Se alguém for um psicólogo, melhor ainda. Sei que fazer um diagnóstico só seria possível diretamente entre o paciente e o profissional. A intenção é compartilhar opiniões, experiências e conhecimento mesmo, e pra gente se proteger de pessoas assim.
Enfim, tenho visto muito o canal Metaforando e estudado sobre transtornos de personalidade. Algumas características que observei no meu ex-namorado:
EMOÇÕES QUE DIZ SENTIR NÃO CONDIZEM COM A LINGUAGEM CORPORAL - Ele dizia que eu era o homem da vida dele, dizia dezenas de frases tiradas de um conto de fadas, mas percebi que ele NUNCA se aproximava de mim, NUNCA me procurava, NUNCA me tocava. Era sempre eu quem procurava para abraçar, beijar, acariciar, ele jamais. Cheguei a testar e não me aproximei, ele ficava dias sem me tocar, mesmo quando estávamos 24h juntos.
O perito do canal Metaforando diz que quando amamos uma pessoa, instintivamente mantemos uma proximidade física. A frequência e duração do toque também são indicativos do grau de afeição. Uma pessoa manipuladora ou com transtornos (ou mal resolvida) poderá dizer que te ama mas não expressará isso na linguagem corporal.
FALTA DE EMPATIA, FRIEZA - todas as vezes que eu sofri na frente dele, quando chorei ou senti dor, ele não demonstrou nenhuma empatia. Pelo contrário, foi sempre frio, arrogante, tentava fazer pouco caso do meu sofrimento, não oferecia nenhuma ajuda e nem conforto. Por exemplo, uma vez fizemos uma longa viagem de carro e passei muito mal (não é comum, mas passei). Enquanto eu pedia pra ele parar o carro pra vomitar, ele se irritava, tentando fazer eu me sentir culpado por a gente chegar tarde. Depois que chegamos, eu ainda vomitando e muito mal, ele me abandonou, tive que ir à farmácia sozinho. Outra vez que fiquei doente, eu estava em outra cidade na casa dele, eu tive que procurar ajuda médica sozinho.
INFÂNCIA TRAUMÁTICA - ele me falou muito do pai dele e quanto o odiava e o temia, de como era agredido emocionalmente e fisicamente. Cresceu com uma educação religiosa rígida (mórmon).
MUDANÇA CONSTANTE DE PLANOS DE VIDA - nos 3 anos que o conheço, ele trocou várias vezes de emprego, mudou várias vezes de planos sobre qual cidade morar, fez planos pra morar em outros países, parece que não tem uma direção.
CHARME, INTELIGENTE, MANIPULADOR, LÍDER - Ele tem muito dinheiro, e tentou me comprar várias vezes. Fez com que eu visitasse várias casas pra ele escolher, na verdade mansões e apartamentos de luxo pra me impressionar, com a promessa de uma vida cheia de amor e conforto. Apesar de não ficar no mesmo emprego, ele consegue posições de liderança.
MUDANÇA REPENTINA DE PERSONALIDADE - um dia ele me dizia dezenas de frases tiradas de um conto de fadas. No dia seguinte era frio e indiferente.
AUSÊNCIA DE MEDO, COMPORTAMENTOS DE RISCO, AGRESSIVIDADE, ARROGÂNCIA - Ele gosta de dirigir o carro em alta velocidade e “bater racha”. Ao visitar montanhas, ele fica de pé na beira do precipício sem medo de morrer. Um dia os vizinhos estavam com o carro parado bloqueando a rua e conversando, em vez de pedir educadamente pra liberarem a rua, ele gritou, desceu do carro pra bater, eu tive que segurar, ele voltou para o carro e saiu cantando os pneus.
- Várias vezes ele foi agressivo e arrogante com pessoas que nos serviam, garçons, taxistas, hotel, etc. por razões triviais. Por exemplo, ele queria bater no taxista, eu tive que tirar do carro, ele bateu a porta porque o taxista pediu pra ficar com o troco de um real.
- Ele nunca me bateu, mas em discussões, ele começava a tremer, respiração ofegante, rosto ruborizado, punhos fechados, músculos contraídos em posição de ataque. Mesmo quando eu tentava fazer as pazes e abraçá-lo, ele dizia pra eu ficar longe ou iria me bater.
MENTIRA PATOLÓGICA, AUSÊNCIA DE REMORSO - Iríamos nos casar (eu não tinha percebido todos esses sinais). Eu fiz exames de DSTs, ele disse que também e é saudável (ele era o enfermeiro chefe de um grande hospital, acreditei). Decidimos não usar camisinha. Ele me passou gonorreia e me acusou, nesse momento ele fez da minha vida um inferno.
Eu fiz perfis fakes no Grindr pra servirem de isca. Fingi ser caras gostosos procurando por orgias bareback (sem camisinha) e scat (sexo com fezes). Dito e feito: ele caiu. Ele combinou sexo sem camisinha com estranhos, pra encher o cu dele de porra, e sexo com fezes, comer fezes de estranhos. Ele enviou fotos de rosto e até localização da casa dele.
Quando eu o desmascarei, ele patologicamente negou tudo, criou a desculpa mais sem noção, de que o Grindr pra ele é só um jogo, nada real, e que se os caras realmente batessem na porta dele, ele iria dizer que não faz nada disso.
Ele disse que nunca fez nada pra me machucar e que tem a consciência limpa.
O pior: ele parece acreditar nas próprias mentiras.
Ele ainda reforçou que sou o homem da vida dele, que devo dar uma chance, que devo acreditar na sua sinceridade para nos casarmos.
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2019.04.23 07:40 Samuel_Skrzybski STEEL HEARTS - PRÓLOGO

Uma nota pré-texto, apenas para situar melhor o leitor: na primeira parte do prólogo, que começa em "Em um dia, ele acordou diferente do seu jeito de sempre acordar", o personagem em questão é o nosso protagonista, Saravåj. Já na segunda parte, que começa a partir de "Em um dia, ele acordou como sempre costumava acordar", o personagem muda e passa a ser o rei da Pasárgada, Matiza Perrier. O prólogo é um contraponto entre os dois, embora o faça sem citar nomes. E se você não entendeu nada a respeito do que eu falei até aqui: dá uma olhada na introdução de Steel Hearts, se quiser, que tá linkada ai em cima.
Enfim, boa leitura! :)
[EDIT: Eu usei o underline para iniciar os diálogos porque o Reddit reconhece o travessão como marcador de tópico.]
Em um dia, ele acordou diferente do seu jeito de sempre acordar.
Ele sentiu a luz do sol em seu rosto, anunciando que a escuridão da noite já havia passado e que o céu era claro mais uma vez. Os seus sentidos despertaram pouco a pouco, como os de quem acorda de um coma após uma década de inatividade. Em um suspiro profundo, pôde sentir o odor de móveis velhos daquele quartinho arranjado e exíguo, mas inegavelmente organizado com maestria milimétrica em cada mínimo detalhe por ele próprio. Confirmou para si mesmo que estava, de fato, vivo.
Vagarosamente, os seus olhos também ganharam vida. Assim que o seu par de olhos se abriu pela primeira vez naquele dia, sua íris castanho-claro focou, sem se mexer um milímetro para a direita, sem se deslocar um milímetro para a esquerda, em uma tábua que estava fora do lugar no teto de madeira bege-clara de seu cubículo. Lhe incomodava demasiadamente aquela quebra abrupta no padrão de tábuas alinhadas e retilíneas. Namorou aquele lasco de madeira solto durante infinitos minutos. À essa altura, seu mecanismo interno também começou a funcionar e debutou a processar informações.
Ele planejou mil e uma formas de solucionar este problema que tanto lhe afligia, com a pia e ridícula convicção de que, quando tornasse àquele mesmo panorama quando o breu noturno caísse novamente, aquela tábua defeituosa continuaria ali, sem sequer ser tocada por um dedo que fosse. Talvez por cansaço físico e mental dele. Talvez por sua própria incapacidade de tecer um projeto suficientemente perfeito para dirimir o que lhe amorfidava. Ou, talvez, por não ser nada além de uma tábua antiga e quebrada. Até que, por fim, ele se concentrou exclusivamente no melódico canto dos pássaros que vinha do lado de fora. Dos presentes da natureza que ele recebia por morar naquele recinto, sem dúvida, a música dos pardais era o mais belo e mais agradável de todos.
Por todos os deuses e deusas do cosmo! Os pássaros! Os pardais-espanhóis!
Ele se levantou violentamente, repelindo para longe a sua coberta, o seu travesseiro e todo empecilho que estivesse em seu caminho, como se estivesse no ápice de sua energia diária, e se colocou, em questão de segundos, na frente da imensa janela de vidro que se localizava estrategicamente na dianteira de sua cama.
Esfregou os olhos. Depois os arregalou. Repetiu o processo algumas vezes.
Quem se colocava, como ele, à frente daquela majestosa janela, tinha uma visão privilegiada de uma enorme figueira que existia naquele vilarejo. Chamava a atenção, ao primeiro olhar, pelo tamanho. Não poderia ser diferente. Aquela árvore era um verdadeiro gigante. Ao mesmo tempo, era uma figueira muito velha, é verdade. Já deveria estar gozando da terceira fase de sua vida. De seus dois mil anos, no mínimo. Seus galhos já eram totalmente retorcidos. Sua raíz era grossa e invadia o solo que lhe rodeava, como um monstro botânico que tenta alcançar a superfície. Contudo, em contraponto, as suas folhas reluziam a vida. Todas elas. O pigmento verde-esmeralda destas era o mesmo de uma plantinha que acabara de desabrochar. Todo o seu caule era consistente e forte, sustentando com exuberância todos os seus inúmeros galhos. Seria uma calúnia atroz afirmar que, mesmo que de muito longe, se tratava de um mero agigantado pedaço de madeira oco e sem vida. Nos pés do caule da monumental figueira, existia uma pequena placa pregada junto à árvore, também de madeira, mas em tom muito mais claro. Nela, lia-se a frase em latim "Hic insignis femina forti ager deambulavit in terra" em letras garrafais, mas visivelmente pintadas com uma tinta branca ralé e desbotada, tornando as inscrições apagadas pelo efeito do tempo praticamente ilegíveis.
Todavia, ele não estava lá para endeusar aquela dádiva da mãe-natureza. Os seus olhos tinham outro eixo. Naquela árvore, muito além da fitologia e de toda tonalidade verde-vivo que lhe envolvia, existia uma verdadeira sociedade de pardais-espanhóis. Haviam vinte ou trinta famílias de pardais que levavam suas vidas nos galhos daquela grandiosa figueira já há anos. Todos eles, passarinhos miúdos, ariscos e ligeiros, características naturais de sua espécie, que levavam em suas penas tons que variavam de marrom-escuro até colorações mais acinzentadas.
Na árvore, se organizavam como se houvesse um contrato social entre eles. Como se os pardais fossem, de fato, seres pensantes, dotados de raciocínio lógico e com a capacidade de agruparem-se em um meio social concreto, previamente definido por regras a serem seguidas por todos. A figueira era a estalagem. Cada galho, uma residência. Não haviam duas ou mais famílias de pardais por galho. Em todos os ramalhos que se fragmentavam do caule, existia somente um ninho de pardal-espanhol, como se todos eles concordassem que aquele era o número ideal de famílias por galho. No raiar do dia, os pássaros se agitavam, aforando os ouvidos de quem quisesse ouvir com a sua graciosa música inerente. Neste átimo, o pássaro-mor de cada ninho voava pelo horizonte, em busca do sustento de sua parentela. E ao final do entardecer, retornava ao seu lar, socializando com os seus os ganhos do dia. Desta forma, aquele agrupamento de pardais engrenava. E só seria uma indiscutível violação de juramento afirmar que a subsistência dos pardais-espanhóis na figueira era, efetivamente, próspera, por efeito do vilão da estalagem. Um abutre.
De corpo robusto e de asas de envergadura majestosa, tinha dez, vinte, trinta, quarenta, cinquenta vezes o tamanho de qualquer pardal-espanhol. Era um autêntico ogro ao lado de um pardalzinho. E, ao contrário da prevalência dos membros de sua espécie, não era de aparência macabra. A plumagem de seu tronco era marrom-clara, como a das águias. E a sua coroa não era pelada, como a maioria dos abutres, que mais se assemelhavam a um morto-vivo do que a uma ave. Continha penas brancas como a neve em seu crânio. Também tinha em seu arsenal de combate garras afiadas como agulha de alfaiate, um bico longo e pontudo e um olhar que imporia pavor até mesmo em um Argentavis. O abutre lembrava muito mais uma ave de rapina do que um urubu. Localizava-se sempre no ponto mais alto da figueira, como a estrela de Belém em uma árvore natalina.
O abutre, sem dúvidas, era o amo daquela sociedade. O dono. O rei. Todos os pardais-espanhóis se viam fracos e indefesos diante de uma ave tão superior em tamanho e em força e se curvavam diante do abutre, ainda que mordendo a língua de desgosto. De todos os pássaros da figueira, o abutre era o único que não se aventurava no mundo além daquela lendária árvore em busca da sobrevivência diária. Muito pelo contrário: agia como um cobrador. Durante todo nascer do sol, sem feriado nem dia santo, o abutre voava de galho em galho, de residência em residência, de família de pardalzinho em família de pardalzinho, tomando para si uma parcela das sementes, grãos, cereais e pedaços de legumes que as famílias de pardal haviam faturado no dia anterior. Na maioria das vezes, era a metade. Por algumas vezes, entretanto, o abutre não fazia economias e se apoderava de mais - e muito mais - da metade dos alimentos de um ou outro ninho de pardal-espanhol, deixando estes reféns de sua própria sorte, suplicando aos deuses para que naquele dia o saldo alimentício do chefe da família fosse dobrado. Em troca desta colaboração forçada, os pardais-espanhóis não recebiam absolutamente nada. Nem proteção do abutre. Nem nada que dependa da solicitude do malévolo pássaro-rei. Não era justo. Mas "realidade" e "justiça" são palavras que raramente caminham de mãos dadas. O medo que os frágeis pardais tinham do abutre, tão corpulento, tão vasto, tão amedrontador, impedia-os de organizar uma revolta contra aquele pássaro das trevas. Era parte da rotina ceder metade dos seus lucros, sem mais nem menos, ao seu próprio carrasco.
E assim a sociedade de pássaros que vivia naquela louvável e anciã figueira funcionou durante muito tempo.
Até aquele dia.
Naquela manhã, tudo foi diferente.
O abutre deu início à arrecadação do alquilé dos pardais, como o de costume. Até que, após confiscar para si alguns pequenos grãos e sementes sem imprevistos, voejou até um galho que se localizava em um dos pontos mais altos do lado esquerdo da figueira.
Ali residia um pardal-espanhol solitário. Não tinha família. Morava sozinho em seu ninho. Era tão pequenino e franzino como os outros. Carregava em seu corpo penas marrom-claro, quase que idênticas às do abutre. Também tinha uma listra branca que corria por todo o seu corpo, o que lhe diferia dos demais. Ela tinha início na parte inferior de seu olho direito e só encontrava fim quando terminava o torso do pardal.
Naquela manhã, ele resistiu. Se apresentou à frente do abutre, que era um genuíno arranha-céu em frente ao passarinho, como quem se recusa a cumprir uma ordem e desafia o seu algoz. O abutre estufou o peito, na tentativa de intimidar o pardal-espanhol revoltoso. Em vão.
Antes que o abutre pudesse adotar qualquer segunda atitude visando espantar o seu adversário, o pardalzinho o atacou, em um movimento precípite e, acima de tudo, inesperado. O abutre foi lançado para fora do galho pela força da velocidade que o pardal imprimiu e os dois pássaros passaram a brigar no ar. No combate corpo a corpo, o pardal-espanhol compensava a ausência de força com uma agilidade que o abutre não conseguia acompanhar. O abutre se tornara incapaz de usar o seu tamanho e a sua robustez avantajada à seu favor. O inverso aconteceu: a grandeza física do abutre fazia com que ele fosse um alvo fácil de ser atingido por seu rival. A força, meio que o abutre usou para ser condecorado o pássaro-mor hegemônico daquela figueira durante tanto tempo, trazia junto de si a lentidão, o que fazia com que aquela ave, antes tão temida e respeitada por seus subordinados, não conseguisse inibir as investidas do nanico e veloz pardal-espanhol. O pardal nocauteava o abutre várias e várias vezes, mudando de uma direção para outra como uma flecha, antecipando os movimentos tardios de seu inimigo. O contrário não acontecia. Naquele instante, o abutre servia somente de saco de pancadas para o pardal.
A ameaça que a revolta daquele heróico pardal-espanhol representava à soberania do abutre serviu de gatilho para muitos outros pássaros residentes da figueira, também descontentes com a iniquidade daquela dura submissão, que deixaram os seus ninhos para também golpear e bicar o abutre simultaneamente. Em pouco tempo, mais da metade da sociedade de pardais-espanhóis estava ali, lutando por sua plena liberdade. O abutre tentava se defender do bando como podia. Se contorcia, esticando as suas garras freneticamente para todas as direções até o limite de sua flexibilidade, na tentativa de abater um ou outro pardal. Se já era árduo para ele engalfinhar-se com um pardal-espanhol só, guerrear contra um bando inteiro tornava-se insustentável. O abutre debatia-se em gemidos escandalosos de dor, na risível esperança de enxotar todos aqueles incontáveis pássaros para longe de si.
Até que, de tanto que insistiu e esperneou, o carrasco conseguiu prender um de seus êmulos em uma de suas garras - a esquerda. Aquele pardalzinho foi, instantaneamente, neutralizado. As unhas pontudas do abutre, que mais pareciam pequenos punhais, atravessaram a plumagem marrom-clara daquele pequeno pássaro sem lástima nenhuma, perfurando-o exatamente no centro da extensa listra branca que se avultava por todo o seu corpo, peculiaridade que lhe diferenciava de todos os outros pardais. Era ele. O pardal-espanhol rebelde. O motor daquela rebelião. O patrono dos pardais-espanhóis malcontentes com as injustiças cotidianas daquela estalagem. Aquele - o único! - que aceitou com prontidão o perigoso jogo de confrontar o temeroso abutre. Justamente ele, entre as dezenas de pássaros. O destino, perpetuamente muito irônico, pôs-se a rir da infeliz coincidência. O pardalzinho revolucionário era, de modo inegável, muito astuto. Mas nem que tivesse o quádruplo de sua resistência física, seria capaz de sobreviver estando entre as implacáveis garras cortantes do abutre. Ele não teve sequer a chance de lutar por sua supervivência. Os seus órgãos internos foram espremidos. A morte foi instantânea. O cadáver, sem embargo, continuou nos gatázios do abutre, como se fosse um troféu - ou prêmio de consolação - para o impiedoso pássaro-rei.
Os demais pássaros revoltosos, à exemplo de seu recém-falecido condutor, seguiram a bicar o abutre, com cada vez mais violência, como se não fossem meros passarinhos tênues e mansos. Mais pareciam, naquela rebelião, verdadeiros animais selvagens. O bando de pardais-espanhóis era uma máquina de guerra, pronta para esquartejar o seu inimigo a qualquer instante. Era questão de tempo até que o abutre tivesse o mesmo trágico fim do pardal causador de toda aquela anarquia necessária. Do pardalzinho que ele acabara de tirar a vida friamente. O destino, por sua vez, não tardou muito. O abutre já mal tinha forças para para estrebuchar, reconhecendo pouco a pouco o seu melancólico e penoso porvir. E este não podia sequer pleitear a vida por suas habituais injustiças. Todo aquele sofrimento do abutre era íntegro. Merecido. Conveniente. Depois de tanto atazanar os pardais daquela figueira, era a hora do acerto de contas.
Em um movimento descontrolado, um dos pardais-espanhóis mais exaltados em meio àquela calorosa confusão bicou o comprido pescoço do abutre ferozmente, estourando com retidão cirúrgica sua veia jugular. O golpe foi fatal. Morte instantânea. A morte, inegavelmente, é juiz. Se a vida, por muitas vezes, favorece aos maliciosos, a morte, sui generis, jamais falha. Pune a todos, sem distinguir. Um jato de sangue arroxeado jorrou da goela do abutre, manchando com aquela seiva honrosa boa parte dos pardais que estavam em torno do pássaro sucumbido quando a bicada da vitória foi desferida. A revolução dos pardais estava completa. Não havia mais carrasco. Não havia mais verdugo. Não havia mais medo, nem aluguel. Enfim, o abutre libertou o corpo sem vida do passarinho revoltoso de suas garras e, simbolicamente, todos os pardais que integravam aquela sociedade.
O monumental corpo ensanguentado do abutre e o defunto esmagado do pardal-espanhol rebelde caíram lentamente pelo ar, lado a lado. E tocaram o chão exatamente no mesmo instante, fazendo valer, mais uma vez, uma velha máxime da vida: quando o jogo acaba, todas as peças, por mais diferentes que sejam entre si, voltam para a mesma caixa, sem se queixar.
Ele assistiu tudo de camarote.
"É tão estranho. Os bons morrem antes", ele pensou consigo mesmo.
Ele, então, voltou-se para a sua cama. Deu meia-volta, despiu-se dos trapos velhos que usava para dormir e vestiu o seu traje de batalha mais nobre, que levava uma enorme capa vermelho-vinho às costas, que recaía por quase toda sua armadura de ferro medieval, a qual ele também envergou. Sentiu-se, como sempre, mais são portando aquela farda solene. Olhou por intensos segundos para o seu próprio reflexo no espelho que havia em frente à cabeceira, com um ar aristocrata de confiança. Apoderou-se, ademais, de duas espadas que estavam encostadas no pé dianteiro de sua cama. Uma banhada à prata e outra banhada à bronze, tinham a estatura, à grosso modo, moderadamente menor do que uma vassoura comum. De lâmina mais fina e de peso mais leve em comparação com as espadas universais dos templários, colocou suas duas gládias nas bainhas que também carregava em suas costas. Por fim, deixou o seu quartinho amanhado, organizado como nunca, exceto pela tábua desprendida no teto de seu cubículo - aquela amaldiçoada tábua! - fechando a porta amadeirada deste para jamais tornar a abri-la.
O vento, enfim, soprava à seu favor: era tempo de ressureição.
Em um dia, ele acordou como sempre costumava acordar.
De ressaca. Sentia em seu crânio pontadas de dor, que iam e vinham. O cenário ao seu redor denunciava o motivo de seu mal-estar: infinitas garrafas de vinho e de licor vazias em torno dele, além de incontáveis taças douradas, também vazias ou consumidas somente até a metade. Ele despertou em um magnificente trono real dourado, produzido tendo o ouro puro como sua matéria-prima e decorado com jóias preciosas, coloridas e resplandecentes - havia tido o seu sono ali naquela madrugada, sentado. Aquele trono dourado era o ponto mais alto daquele salão. Tanto que, era preciso subir alguns degraus para chegar até ele - não por acaso. A ideia era, de fato, representar o ápice da soberania que um mortal poderia desfrutar. O lugar mais alto que alguém poderia ocupar na pirâmide social.
Ele, com os olhos entreabertos e com os movimentos anormalmente vagarosos, aparentando ainda estar um pouco ébrio, começou a esparramar com as mãos as cartas de baralho que estavam no braço direito do trono real, deixando com que algumas caíssem ao chão. As cartas, espalhadas por todo salão real, retratavam as várias e várias jogatinas e capotes da madrugada anterior, os quais ele mesmo fomentou. Ele havia patrocinado uma farra regada à bebidas alcoólicas caras na madrugada daquele dia, junto de seus companheiros mais íntimos. Por mais uma vez. Os eventos alcoólatras apadrinhados por ele eram corriqueiros, praticamente diários.
Ele seguia espalhando as cartas do baralho, até que uma lhe chamou a atenção. Era um rei. Um rei de espadas. Não era o roupão vermelho do rei, fragmentado em mandalas, que lhe atraía. Muito menos as espadas coloridas que ele segurava em cada uma das mãos. Nem o bigode, nem o cabelo, nem a coroa. O olhar. Os olhos daquele rei eram diferentes dos demais. Eram intimidadores. Transbordavam malícia e davam um sentido maquiavélico àquela carta. De todos os reis do baralho, aquele, sem dúvidas, era o mais perspicaz. O que tinha a maior agudeza de espírito. O mais astuto, talentoso, inteligente e toda e qualquer palavra que remete a um privilegiado intelecto ardil. Ele pegou a carta em suas mãos e apreciou-a por alguns instantes, rindo. Até que, levou o rei de espadas até o braço esquerdo do trono do rei, onde havia uma taça de ouro da noite anterior, cheia de vinho até a metade. E então, mergulhou a carta no vinho, por diversas vezes, repetidamente.
_ Beba, reizinho. Beba. Que, por hora, é o melhor que se faz. O álcool foi inventado pelo homem para suprimir o tédio diário, você sabe bem. As mulheres também vão te distrair com seus corpos, se você assim quiser. Mulheres e bebidas. É por isso que a nossa passagem terrena vale a pena, não? Beber para as mulheres. Beber por causa de mulheres. Beber junto das mulheres. Afinal de contas, o mundo está de braços abertos para te servir. Os miseráveis tem a honra de dividir uma geração contigo, alguém tão genial, tão brilhante, tão divino. É dever deles a solicitude para com você, não acha? Grandes conquistas virão, reizinho. Muito maiores do que qualquer ratazana européia um dia já pôde imaginar. Mas enquanto as glórias ainda não se concretizam, beba. Somente beba. Até desaparecer-lhe o fígado.
Uma voz juvenil, neste momento, cessou o seu delírio abruptamente.
_ Meu rei! Mil perdões por interromper-lhe!
Era um jovem e raquítico soldado. Parecia nervoso por estar em presença de alguém tão importante. Tinha como suas vestes o uniforme-modelo dos cavaleiros da Ordem do Templo, utilizado nas cruzadas do século anterior. Todavia, distinguia-se destes pela tonalidade azul-marinho substituindo a vermelho-sangue e por conter um brasão com a letra "P" no lado esquerdo do peito de sua armadura.
_ Já interrompeu, ora! Por que me solicita o perdão, asno?
_ Então perdoa-me por lhe solicitar o perdão, meu rei, se isto ameniza o meu deslize. Vim somente lhe transmitir um recado da rainha. Ela me pediu para vir lembrar-lhe que está quase na hora de discursar para o povo. A rainha e os membros da elite já estão na sacada do castelo. Sua louvável presença é a única que falta para o início do discurso real.
_ Ah! Claro! Já havia me esquecido. A ressaca me veio mais forte do que o habitual nesta manhã. E se não estivesse tão em cima do horário, queria embriagar-me antes do enunciado. Você já imaginou? Tente imaginar, se o seu retardado intelecto não te impedir. Discursar completamente bêbado! O povo, sem dúvidas, acharia fantástico! O que achas, capacho? Dê-me sua opinião, por mais desprezível que seja.
Enquanto falava, ele levantou-se e desceu os degraus do trono real com dificuldade, cambaleando.
_ É... Seria memoroso! Com toda a certeza!
_ És um bom rapaz, soldadinho. Você é dos meus, eu tinha a pia convicção! Inclusive, acho que a sua figura é a que falta para completar nossas diversões alcoólicas que ocorrem depois do último badalar do sino. O que me diz, meu companheiro? Licor e vinho à vontade depois do horário dos mortos! Está de acordo?
_ Verdadeiramente, meu rei?
O soldado recém-formado olhou para ele com o olhar mais inocente que se pode imaginar.
_ É claro que não, capacho! Onde já se viu? Uma barata do exército imperial feito você em meio aos mais finos nobres! Tira-te as patas do meu salão real, imbecil!
O soldado saiu imediatamente da sala privada do rei, trêmulo. Ele, em todo o tempo com um largo sorriso no rosto, gargalhou de suas próprias anedotas. Ainda assim, a informação que o seu subordinado lhe transmitiu estava correta. Faltavam poucos minutos para o discurso semanal do rei para os seus populares. Era mais um domingo gelado de inverno. Ele seguiu pelos cômodos e corredores do Castelo de Woodyard. Conforme caminhava, escutava um coro uníssono, em êxtase, que se tornava mais forte conforme ele se aproximava da sacada do castelo.
_ Vida longa ao rei! Vida longa ao rei! Vida longa ao rei!
Ele, enfim, chegou até a sacada. O povo ali presente, em frente ao castelo, engrossou ainda mais o hino quando o viu. Com os braços abertos, de aparência amigável e singela, ela acenou para o povo que estava abaixo, como sempre. A rainha, idem, estava ali, sempre à sua direita, ora envolvida pelos braços dele, ora também saudando o público.
_ Bebi o dobro do que você bebeu nesta madrugada, meu amor. E despertei três horas antes de ti. Cômico, não acha?
_ A força feminina! É o que nos mantém no poder!
Sua esposa era uma mulher de quase trinta anos de idade. Os efeitos do tempo, entretanto, inegavelmente eram muito gentis com ela. Aparentava ser dez anos mais jovem. A rainha chamava a atenção, sem sombra de dúvidas, pela beleza física: mulher de corpo esbelto, e de rosto tão atraente quanto.
Ele, enfim, deu início ao pronunciamento real. De cunho populista e com muita convicção em toda frase que proferia, ele exaltou a laicidade de sua monarquia. Alegou que não admitiria, nem por cima do seu cadáver, que a coroa compartilhasse o governo com o Papa. Como o de costume, apontou o dedo para a Igreja Católica, condenando-a pelo massacre estúpido daqueles que ela julgava como infiéis. Posteriormente, reiterou o seu compromisso com as camadas mais baixas da sociedade. Se auto-intitulou como o pai dos pobres. Alegou que reduziria o preço do trigo pela metade. E ganhou ainda mais a simpatia de seus ouvintes quando comunicou que distribuiria pães de forma gratuita em alguns pontos dos vilarejos de seu reino, garantindo o direito básico da alimentação para todos e todas. Penhorou, também, que os soldados, tanto os da elite quanto os do império, seriam valorizados e teriam a sua dignidade garantida. Afinal, segundo ele, na sua visão de governabilidade não existiam reis e capachos. Existiam seres humanos buscando um bem comum. E, finalmente, levantou a sua principal bandeira: garantiu que, enquanto ele tivesse a coroa sobre a sua cabeça, homens e mulheres seriam iguais. Os mesmos direitos. As mesmas funções. Os mesmos papéis na sociedade. Exaltou com as mais fascinantes palavras o arquétipo da mulher independente e empoderada. Discorsou primorosamente durante quase trinta minutos sobre a suma importância da equidade dos sexos em um meio social evoluído.
O povo foi ao delírio, como já era costumeiro no pós-dicurso do rei. O barulho era ensurdecedor. Toda gente gritava o seu nome à todo pulmão, confiando cegamente na benevolência de seu líder. Ele era uma unanimidade entre o povo. Não havia uma alma viva que abrisse a boca para reclamar de sua forma de reinar. De suas ideologias modernas. Era um verdadeiro rei hegemônico. O mais perto que se havia de Deus em solo terreno. Ele, por sua vez, sequer lembrava do que havia dito em seu discurso alguns minutos antes. Sua cabeça estava em outro lugar. Nas nuvens. Só conseguia pensar nas fartas moedas da corrupção caindo sobre suas mãos - que financiavam esbórnias, orgias, bebedeiras e afins suas, da rainha e de seus aliados mais próximos - e no futuro promissor de seu império populista, que em um dia não tão distante haveria de se expandir para os quatro cantos da Europa, em um reinado jamais visto antes na história da humanidade.
Assim que terminou o seu enunciado ao público, em meio aos berros que manifestavam apoio ao seu reinado, ele arregaçou a sua manga esquerda, revelando o mesmo o rei de espadas de outrora, a mesma carta que ele havia embebido no vinho. Ele havia a escondido em seu uniforme imperial quando saiu do salão real.
_ Vês isso, reizinho? Isso não é nada. É um grão de areia perto do império gigantesco que Júpiter te reserva. Terá o mundo aos seus pés, é inevitável. A ordem cósmica quis assim. As próximas maltas vão aprender sobre o seu nome. Sobre tudo que te envolve. E até sobre o seu sabor de licor preferido. E você? Você só deve saber o seu próprio nome. É o que mais importa. Reizinho, é assim que gira o ciclo da vida: manda quem pode, obedece quem tem juízo. E eles tem. Você vê cada vez mais de perto que tem. O universo deve respeito por aquele que já nasceu abençoado. E ninguém vai ser capaz de te impedir, reizinho. Ninguém. Nem mesmo Deus.
Obrigado por ler e aguardo ansiosamente pelo feedback! :)
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2017.01.20 03:38 harpuiak [Desabafo] Preciso de ajuda sobre o meu futuro.

Boa noite galera, é o seguinte, faço 18 anos esse ano e estou tentando vestibular para medicina, porém esse é o segundo ano que fico na faixa dos 740-750 pontos e não serei aprovado, e preciso definir o meu destino.
Pra dar um pouco de background: sou filho de pais separados. Meus pais se separaram incontáveis vezes durante a minha vida, mas dessa vez creio que seja permanente, uma vez que minha mãe só permaneceu por causa de mim e minha irmã mais nova (15 anos), emocionalmente falando eu sou um fudido, tenho depressão e acho que estou desenvolvendo algum transtorno bipolar (minha irmã também tem depressão), sou completamente infeliz vivendo com meu pai, com quem sempre morei a vida inteira, ele é aposentado há cerca de 10 anos por esquizofrenia paranóide e fortes características psicopatas e é altamente controlador, ou seja, meu desenvolvimento foi completamente fudido, dentre diversas situações ele já tocou fogo nos pertences da minha mãe por achar que ela estava traindo ele, já tive que separar brigas físicas dos dois em que eu mesmo terminei apanhando, apanhei de murros e chutes, e já tive que lutar fisicamente com ele para não ser morto a facadas. Só morei com ele por condições financeiras, pois desejo um futuro bom.
Ele é uma pessoa extremamente tóxica e nociva, porém conseguia controlar todas as pessoas ao redor e convencê-las que ele é o certo nas situações, desde quando "casou" com minha mãe com ela tendo 14 anos e ele 36, à quando foi inocentado na justiça por ter tentado assassinar um vizinho com quem tinha problemas. Durante toda minha vida ele sempre me afastou do resto da família, e nesse momento me encontro sozinho. Brigou com todos os meus tios, e nenhum deles fala mais com ele ou comigo, minha mãe foi embora definitivamente, meu irmão mais velho (32) também cortou relações de vez com ele, minha irmã foi morar com minha mãe. Novamente estou vivendo sozinho com ele por falta de opção (minha mãe mora numa favela, ganha muito mal, e não recebe nenhuma ajuda).
Não que isso seja um problema, sobrevivi a tudo isso sozinho aos trancos e barrancos mas estou aqui, sempre fui um dos melhores da turma, estudei em escolas particulares boas por ter conseguido bolsas parciais, em que meus tios pagavam o resto. (Davam o valor integral ao meu pai que nunca disse que eu tinha bolsa, e mesmo assim ele ameaçava me tirar da escola diversas vezes)
Já tive leves problemas com drogas, álcool e depressão profunda que atrapalharam muito meus estudos (a depressão ainda atrapalha), mas consegui me recuperar, nunca procurei ajuda especializada, mas desde que comecei a namorar, tive mais um motivo pra seguir em frente juntamente com minha irmã (que foi a única coisa que impediu meu suícidio por anos).
Estou ciente que não passarei esse ano, mas tenho muito receio ao que fazer por alguns motivos: quero sair de casa o mais rápido possível e quero ter dinheiro pra viver uma vida boa e constituir família.
Com minha nota do enem, consegui bolsa integral num cursinho bom na minha cidade, minha namorada também vive perto, então eu não me afastaria tanto dela mesmo com tão pouco tempo livre, porém tenho medo de não ser o suficiente, pois também fiz um cursinho de nível parecido ano passado e não consegui. Tentei bolsa no melhor cursinho da cidade e estou esperando o resultado, ou pelo menos conseguir algum desconto pois o valor é absurdo e completamente fora da minha realidade pagar, sei que esse curso oferece financiamento até aprovação, o que ajuda, porém teria que me mudar de cidade, que embora perto, não conheço nada/ninguém, e estaria em débito com o meu pai, que passaria isso na minha cara sempre, e eu teria que pagá-lo depois (não que isso fosse um problema, mas até conseguir será difícil), fora que estaria cada vez mais isolado e afastado de qualquer ajuda.
Também penso em tentar outro curso, como Direito, tentar estagiar cedo, e sair de casa o mais rápido possível, porém, abandonaria o sonho de Medicina por tempo indeterminado, e não sei se conseguiria prosperar na área. Ou tentar carreira militar, embora não suporto a ideia de ter quer viajar tanto para poder crescer economicamente. O que fazer?
Sobre meus problemas, nunca falei nada a ninguém, apenas minha namorada sabe parte deles e entende qualquer decisão que eu tomar.
Peço desculpas pela Textwall ou a formatação, nunca postei algo assim antes.
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2016.12.07 00:15 iamnotfyodor Fiz um guia de serviços financeiros (cartões, bancos) gratuitos - ou de baixo custo

Há algum tempo lembro de ter visto no sub algumas pessoas dizendo que não sabiam que havia contas bancárias exclusivamente digitais, e essa medida foi aprovada em 2011 pelo Banco Central, há quase 6 anos.
Além da conta digital, todos os banco são obrigados a dispor de uma conta gratuita, padronizada pelo Banco Central. Em outras palavras, não existe banco sem conta gratuita.
Nesta postagem, vou colocar os principais serviços bancários e de cartão de créditos do mercado, colocando vantagens/desvantagens, e experiência pessoal, quando existente.
Até o presente momento, as contas digitais e os cartões citados não estão disponíveis para pessoas jurídicas, com exceção ao ContaSuper.
1. Contas digitais
1.1 Bancos digitais
Banco Intermedium - fundado pela MRV
O Intermedium tem uma das mais completas contas digitais, tendo, além de manutenção gratuita, TEDs ilimitados, cartão de débito, e função boleto.
Vantagens
Desvantagens
Banco Neon
É um banco novo, que busca a simplicidade; possui dois cartões (ambos Visa), um de débito e outro virtual de débito, mas com função crédito.
Vantagens
  • abertura realizada totalmente online;
  • manutenção e anuidade gratuitas;
  • isenção de tarifas (dos serviços: transferência, depósito por boleto e saque) somente no primeiro uso do mês (ou seja, em utilização subsequente é cobrada um taxa);
  • futuramente terá um CDB próprio;
  • possibilidade de gerar boleto para depósito;
  • aplicativo bastante simples;
  • ótimo e rápido suporte;
Desvantagens
  • demora na aprovação da conta
  • inexistência de um cartão de crédito físico;
  • dependência do Banco24horas para saques;
  • ainda não possui Internet Banking.
Experiência pessoal: a aprovação demorou mais de dois meses, mas apesar disso, estou gostando do banco; ele é realmente simplificado; apenas aguardando o CDB para ter mais experiência com ele.
Banco Original - economicamente restrito
O Original é um dos bancos mais completos, tendo desde a estrutura básica da conta, até investimentos próprios. A grande desvantagem é a restrição por renda; vi relatos de que essa restrição seja de R$ 4,000/mês acima.
Vantagens
  • abertura realizada totalmente online;
  • providencia as contas padronizadas pelo Banco Central;
  • maior gama de cartões de crédito (são três) MasterCard;
  • aplicativo bastante completo;
  • sistema de pontos "cash-back" [s];
  • bom suporte [s1];
Desvantagens
  • já citada restrição econômica;
  • manutenção relativamente cara;
  • anuidade gratuita somente no primeiro ano;
  • não possuem poupança [s];
  • CDBs próprios com rendimento inferior aos de corretoras [s].
[s]: sugestão de latinilv.
[s1]: sugestão de Neverwish.
1.2 Banco tradicionais
iConta - Itaú
A iConta foi uma das primeira contas semi-digitais (i.e. uso digital, mas com acesso físico) do Brasil.
Vantagens
  • isenção tarifária dos serviços digitais;
  • manutenção gratuita;
  • estrutura física do Itaú;
  • possui uma poupança atrelada à conta corrente;
  • acesso ao Itaú Corretora (caro demais, não use).
Desvantagens
  • impossibilidade de criar conta online;
  • inexistência de cartão de crédito sem anuidade;
  • cobrança por serviços da agência (gerente - que, na verdade, você não tem -, depósito/saque no guichê, pagamento de contas no guichê em débito), apesar de valores baixos.
  • não possui talão de cheques;
  • o cartão de débito é válido somente no Brasil.
Experiência pessoal: já tenho há um bom tempo e nunca tive problemas, inclusive quando tive de utilizar os serviços da agência; a única coisa chata foi ter de esperar três dias para a conta ser ativada (não sei se isso ainda acontece), e o suporte digital mostrou-se eficaz.
Detalhe: é possível, de acordo com grandeabobora, migrar do Uniclass para a iConta, e de acordo com felipefp, seu gerente pode mentir sobre isso.
Eu não sei se é possível escolher iConta por aqui, mas em todo caso levem a tabela de tarifas da iConta do site do Itaú se seu gerente for insistente.
Conta Fácil - Banco do Brasil
A conta digital não está mais sendo oferecida a novos clientes, de acordo com o InfoMoney, desde Outubro.
O banco, na verdade, reformulou os pacotes digitais, e os está comercializando esse novo modelo desde novembro.
Vantagens
  • abertura da conta pelo aplicativo;
  • manutenção gratuita;
  • transferência entre contas do BB "ilimitadas" (apenas em número, não em valor);
Desvantagens
  • possui "franquia" de serviços (1 saque, 1 depósito, sem TEDs ou DOCs);
  • limitação mensal de ferramentas (pagamentos e saldo);
  • não possui cartão de crédito sem anuidade;
Hichtec indicou que é possível fugir da anuidade no Banco do Brasil. Ele escreveu este comentário.
De acordo com fonttes, a pseudo-conta apresenta vários limites mensais, incluindo pagamentos, transferência entre contas e saldo.
DigiConta - Bradesco
Vantangens
  • isenção tarifária dos serviços digitais;
  • manutenção gratuita;
  • estrutura física do Bradesco;
Desvantagens
  • também não é possível abrir a conta totalmente online;
  • não possui cartão de crédito sem anuidade;
  • cobranças por serviços da agência (mesmos do iConta);
  • não possui talão de cheques.
Conta Super - Banco Santander - sugestão de putindavida.
É um banco-empresa do Santander.
Vantagens
  • abertura totalmente online;
  • possibilidade de câmbio;
  • tem conta jurídica;
  • transferências entre contas Super sem taxas;
  • cartão pré-pago internacional;
  • disponibilidade de cartões virtuais.
Desvantagens
  • possui mensalidade a partir de R$ 7,90;
  • dependência do Banco24Horas para saques.
Conta Poupança Caixa - Sugerido por ArlindoPereira
Vantagens
  • sem tarifa de abertura ou manutenção;
  • sem tarifas para DOC;
  • cartão pode ser usado como débito.
Desvantagens
  • tarifa de saque de R$ 1,90;
  • cartão bandeira Elo, não tão aceito quanto Visa/Master.
2. Cartões de crédito
Detalhe: vários bancos emitem cartões sem anuidade, só que são, em sua grande maioria, restritos a universitários.
Nubank
Sem sombra de dúvidas, é um dos melhores cartões existentes.
Vantagens
  • confecção feita pelo aplicativo;
  • sem tarifas ou anuidades;
  • aplicativo simplificado;
  • além do aplicativo para celular, existe o webapp;
  • aumento do limite em pouco tempo após primeiros pagamentos;
  • possibilidade de antecipar parcelas com desconto;
  • lançamentos contabilizados rapidamente;
  • suporte bastante rápido;
  • pagamento antecipado (é possível aumentar o limite "avulsamente" com pagamento de boleto).
Desvantagens
  • funciona com sistema de convites/análises;
  • sistema de "pontos" ainda em beta;
  • não possui débito automático (todos os bancos tradicionais se negaram a fazê-lo).
Experiência pessoal: francamente, não tenho do que reclamar; é simplesmente o melhor cartão de poderia ter. É um pouco exagerado, eu sei, mas é verdade. Aliás, quem quiser um convite, só mandar o e-mail por pm.
Digio - feito pelo capeta azul
Foi uma cópia mal-feita do Nubank de um banco joint-venture do Bradesco e BB; tem quase todas as características do Nubank, mas com menor qualidade.
Vantagens
  • confecção feita pelo aplicativo;
  • sem tarifas ou anuidades;
  • lançamentos contabilizados rapidamente;
  • bom intervalo entre fechamento da fatura e vencimento.
Desvantagens
  • a análise, mesmo quando aprovada, demora um pouco;
  • aplicativo demasiadamente simples;
  • não possui sistema de "pontos";
  • limite relativamente baixo;
  • em Dezembro (2016), alterou o intervalo entre fechamento e vencimento da fatura sem avisar os clientes.
Experiência pessoal: simplesmente não usem (foi brincadeira, mas prefiro riscar para não deixar controvérsias) vale a pena, pois não há nenhuma taxa e nenhuma grande desvantagem para o uso básico.
Santander "Free" - Santander
Vantagens
  • anuidade gratuita apenas quando gastos ultrapassam os R$ 100;
  • bom limite.
Desvantagens
  • anuidade gratuita apenas quando gastos ultrapassam os R$ 100;
  • é do Santander;
  • atendimento padrão Santander.
fonttes sugeriu o aplicativo Santander Way, "que dá uma nubankização com anabolizante em qualquer cartão deles".
Sugeridos por reddeadluigi
Cartão Saraiva e Cartão Petrobrás - geridos pelo Banco do Brasil
Vantagens
  • anuidade gratuita sem mínimo de gasto;
  • não precisa ser correntista;
  • cartão internacional;
  • gerenciamento pelo bankline do bb;
  • sistema de pontuação.
Desvantagens
  • não é possível pagamento parcial;
  • análise de credito demora;
  • limite inicial baixo.
Cartão de crédito pré-pago PagSeguro - sugerido por ArlindoPereira
Vantagens
  • ao contrário de alternativas como ContaSuper, não há mensalidade/anuidade ou tarifas de utilização ou recarga, além de um pagamento inicial de R$ 12,90 para cadastro e emissão do cartão cartão físico e cartões virtuais disponíveis;
  • uso internacional;
  • permite usar o saldo do PagSeguro (o que é interessante caso você venda produtos utilizando a plataforma);
  • disponível para pessoas negativadas no SPC/Serasa.
Desvantagens
  • adição de créditos através de boleto ou transferência bancária.
Conclusão
Na minha parcial opinião, a melhor opção é usar iConta ou DigiConta para conta bancária e Nubank para cartão de crédito.
A escolha pelos bancos tradicionais deve-se principalmente à estrutura física deles, que é inegavelmente uma grande vantagem em diversas circunstâncias.
Caso alguém tenha um comentário acerca de algum serviço acima, mande-me uma pm ou comente por aqui mesmo, pedindo para adicionar ao texto. Como não experimentei todos, seria interessante uma opinião mais acurada sobre determinados serviços.
Eu sei que vários daqui possuem Nubank ou Digio (eu sinto vossa dor), fiquem à vontade em disponibilizar convites às boas almas deste sub.
submitted by iamnotfyodor to brasil [link] [comments]


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